A Coleurb foi a única empresa a apresentar proposta na licitação do transporte coletivo de Passo Fundo e deverá operar o sistema pelos próximos 20 anos. Na abertura dos envelopes, realizada na quarta-feira (5), a concessionária apresentou tarifa técnica de R$ 9,39, valor inferior ao teto previsto no edital, mas que gerou dúvidas sobre um possível aumento imediato da passagem.
O procurador-geral do Município, Giovani Corralo, explicou que os R$ 9,39 não correspondem ao valor pago pelo passageiro. A tarifa técnica é apenas uma referência calculada a partir dos custos de operação, enquanto a tarifa pública, que é o valor efetivamente cobrado do usuário, segue sendo definida pelo Poder Executivo.
O valor de R$ 9,39 incorpora todas as novas obrigações do contrato, como renovação da frota, ar-condicionado em 5% dos ônibus, bilhetagem eletrônica integrada, câmeras de monitoramento e GPS. Atualmente, o sistema opera com tarifa técnica de R$ 8,22 e tarifa pública de R$ 6,00, sendo a diferença coberta por subsídio da Prefeitura.
Corralo destacou que o novo contrato manterá o mesmo modelo de subsídio. A tarifa técnica continuará refletindo os custos reais da operação, enquanto a tarifa pública permanecerá sob decisão do Executivo, considerando o impacto ao usuário e o orçamento municipal para o transporte coletivo.
O procurador também esclareceu que a tarifa técnica não é fixa durante a concessão. O contrato prevê revisões periódicas baseadas em custos como quilometragem percorrida, número de passageiros e despesas operacionais. Ainda assim, isso não implica reajuste automático da tarifa pública, que continuará sendo uma decisão política do Município.
Fonte: Rádio Uirapuru Passo Fundo