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RS resgata 15 trabalhadores em condições análogas à escravidão

Operação nacional resgatou 15 pessoas em cinco semanas no Rio Grande do Sul. Fiscalizações ocorreram em 17 municípios, com foco em áreas rurais e estabelecimentos urbanos.
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Redação Planalto RS 24 Horas

10 de setembro de 2026

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O Ministério Público do Trabalho (MPT) divulgou, nesta quarta-feira (9), um balanço que contabiliza 15 trabalhadores resgatados de condições análogas à escravidão no Rio Grande do Sul. Os casos foram registrados em apenas cinco semanas, entre 25 de julho e 31 de agosto.

As ações integram uma operação nacional realizada em parceria com a Polícia Federal (PF) e a Defensoria Pública da União (DPU). No estado, quatro equipes atuaram em 17 municípios, incluindo Alecrim, Alegrete, Ijuí, Lajeado, Sant’Ana do Livramento e Três Passos.

A fiscalização concentrou-se em atividades da zona rural, como agropecuária, criação de animais e plantio de melancia e fumo. No entanto, incidentes também foram identificados em carvoarias, restaurantes, casas noturnas, canteiros de obras públicas, pedreiras e uma empresa de embalagens, demonstrando que a prática não se restringe ao ambiente agrícola.

O primeiro resgate ocorreu em julho, em uma fazenda de criação de gado na zona rural de Sant’Ana do Livramento. Dois trabalhadores, um brasileiro e um uruguaio, foram encontrados alojados em um galpão de madeira sem condições mínimas de segurança e higiene. O local apresentava infiltrações generalizadas e o acesso era dificultado por alagamentos na entrada. Após o resgate, ambos foram encaminhados às suas residências, com garantia do pagamento dos direitos rescisórios.

Em 4 de agosto, a força-tarefa resgatou um casal que vivia e trabalhava em condições degradantes em uma propriedade rural no interior de Três Passos. Os fiscais constataram que os trabalhadores não recebiam salário pelos serviços prestados havia mais de uma década. A residência ocupada pela família foi considerada precária e incompatível com a dignidade humana. Foram identificadas irregularidades como ausência de registro em carteira, férias e recolhimento de FGTS e contribuições previdenciárias. O MPT articulou medidas de proteção à família, com apoio da rede municipal de assistência social, incluindo acolhimento e acompanhamento psicossocial para os filhos do casal, que necessitam de cuidados permanentes de saúde.

No dia 6 de agosto, três trabalhadores argentinos foram resgatados em um restaurante na área urbana de Lajeado, no Vale do Taquari. Eles desempenhavam funções de cozinha e atendimento no estabelecimento.

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Renato Portaluppi assume o Grêmio e estreia deve ocorrer no Rio

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Redação Planalto RS 24 Horas

14 de setembro de 2026

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O Grêmio ajusta os últimos detalhes para oficializar o retorno de Renato Portaluppi como técnico. A expectativa é que o anúncio ocorra nesta segunda-feira, um dia antes do aniversário de 123 anos do clube.

Renato está no Rio de Janeiro e deve se encontrar com a delegação tricolor, que enfrenta o Botafogo na quarta-feira. O planejamento inicial indica que o coordenador técnico Luiz Felipe Scolari comande o time interinamente, mas uma alteração para que o novo treinador já esteja à frente do Tricolor não está descartada.

Esta será a quinta passagem de Renato pelo comando do Grêmio. O técnico estava livre no mercado desde julho, quando deixou o Vasco. No total, Renato tem 552 jogos no comando do Grêmio divididos em quatro passagens.

O nome de Renato apareceu naturalmente no contexto gremista depois da demissão de Luís Castro no início da tarde de domingo. O ídolo foi contatado no início da tarde e no início da noite já havia acertado os termos para voltar ao Grêmio até dezembro.

Inicialmente, houve uma dificuldade financeira pela pedida, distante dos valores oferecidos. O Tricolor queria pagar a Renato menos da metade do que pagava a Luís Castro. Mas houve o acordo com um denominador comum e o acerto de bônus por metas estipuladas.

O empresário Gerson Oldenburg tocou a negociação com o departamento de futebol. A comissão técnica precisará ser remontada, já que o Grêmio não tinha profissionais próprios na equipe de Luís Castro.

O preparador físico Rogério Dias, o Rogerinho, que estava na base, volta para o time profissional. O auxiliar Alexandre Mendes acompanha Renato, que também pode ter o auxiliar Marcelo Salles, atualmente no Botafogo. Outros nomes ainda serão confirmados.

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Torcida do Bagé invade vestiário e agride jogadores após derrota na Série A2

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Redação Planalto RS 24 Horas

14 de setembro de 2026

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A derrota do Bagé por 2 a 0 para o Glória, na tarde de domingo, terminou com uma invasão ao vestiário do estádio Pedra Moura. Cerca de 25 integrantes de uma torcida organizada do clube entraram no local e agrediram jogadores com socos, chutes, um bebedouro e uma cadeira.

Os atletas Yander Barbosa e Júlio Rusch relataram as agressões e registraram Boletim de Ocorrência na 2ª Delegacia de Polícia de Bagé nesta segunda-feira. A dupla também realizará exame de corpo de delito ao longo do dia.

O defensor Yander Barbosa descreveu o momento da invasão. “Estávamos no vestiário tomando banho quando invadiram. Tentamos trancar a porta, mas não durou 10 segundos. Nos agrediram com socos e arremessaram coisas”, afirmou.

O meia Júlio Rusch relatou que ficou tonto após ser atingido e destacou a falta de segurança. “O banheiro é pequeno e invadiram. Não consegui reagir porque o cara que me deu o soco me deixou tonto. Fico revoltado por não ter segurança. Podia ocorrer algo pior”, desabafou.

Os jogadores cobram medidas efetivas da direção para impedir novas invasões. Alguns atletas ameaçam deixar o clube caso não haja garantias de proteção. “Não queremos largar o clube. Se formos embora, o clube toma WO e fecha por dois anos. Mas não temos segurança alguma”, declarou Yander.

Júlio Rusch afirmou que vai avaliar a situação antes de tomar uma decisão. “Vou pensar, falar com minha esposa e ver o que é melhor. E se perdermos de novo em casa terá outra coisa?”, questionou.

O Bagé, a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) e o Sindicato dos Atletas Profissionais do Rio Grande do Sul (Siapergs) divulgaram notas de repúdio e cobraram a apuração dos fatos.

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