O Hospital Sapiranga, localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre, implementou um projeto inovador que utiliza a presença de uma égua e uma cadela como parte do tratamento de pacientes. Intitulado “Patinhas e cascos que acolhem vidas”, a iniciativa tem como objetivo proporcionar conforto e apoio emocional a pessoas internadas, especialmente em setores como UTI, pediatria e maternidade.
As protagonistas do projeto são a égua Sereia e a cadela Akira, que atuam como parceiras terapêuticas. A arteterapeuta Rejane Beatriz, responsável pela idealização do projeto, destaca que a interação com os animais pode reduzir o estresse e melhorar o bem-estar dos pacientes. “Os animais conseguem acessar emoções que, muitas vezes, as palavras não conseguem alcançar”, afirma Rejane.
O contato com Akira e Sereia ocorre de forma regular, com a cadela visitando os pacientes semanalmente e a égua a cada quinze dias. Em ocasiões especiais, ambas fazem visitas conjuntas. A presença dos animais é descrita como uma forma de criar um ambiente de acolhimento e tranquilidade, promovendo uma experiência terapêutica enriquecedora.
Para garantir a segurança e a higiene, a égua Sereia passa por uma série de cuidados antes de cada visita ao hospital, incluindo banho, higienização dos cascos e avaliação clínica. Esses protocolos são essenciais para que o animal se adapte ao ambiente hospitalar, mesmo diante do barulho e da movimentação constante.
A arteterapeuta ressalta que a interação com os animais é especialmente benéfica para pacientes que se encontram em situações de sofrimento e que, muitas vezes, têm dificuldade em se comunicar. “Os animais não julgam e não fazem perguntas difíceis. Eles oferecem apenas presença, e isso pode ser fundamental para que alguém em sofrimento volte a confiar”, conclui Rejane.
Com essa abordagem, o Hospital Sapiranga se destaca na promoção de um tratamento mais humanizado, mostrando que o afeto é, de fato, uma linguagem universal, capaz de facilitar conexões profundas e significativas entre os pacientes e seus cuidadores.
Fonte: Globo G1 Rio Grande do Sul