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Professora impedida de assumir vaga no IFRS já atuou no mesmo campus

Aprovada em concurso para o IFRS de Veranópolis, professora com TEA e doença inflamatória teve a posse negada por suposta falta de estrutura de saúde na cidade. Ela já lecionou no mesmo campus entre 2023 e 2024 e recorreu à Justiça.
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Redação Planalto RS 24 Horas

6 de setembro de 2026

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A professora Manoella Treis, de 29 anos, aprovada em concurso público para o cargo efetivo de docente no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) em Veranópolis, foi impedida de assumir a vaga. A instituição alegou que a estrutura de saúde do município seria insuficiente para o tratamento da candidata, que possui Transtorno do Espectro Autista (TEA) e uma doença inflamatória crônica.

O caso ganhou contornos de contradição, pois Manoella já atuou como professora substituta no mesmo campus entre 2023 e 2024, período em que recebeu o diagnóstico e utilizou a mesma medicação injetável que usa atualmente. A decisão administrativa do IFRS motivou a professora a acionar a Justiça Federal para reverter o bloqueio à posse.

A vaga disputada por Manoella era reservada a pessoas com deficiência (PcD), conforme o edital de 2023, homologado em abril de 2024. A classificação da candidata a colocava na quinta posição da lista para a área de Administração. A negativa do IFRS ocorreu após avaliação da junta médica da instituição, que considerou a infraestrutura hospitalar de Veranópolis inadequada para o acompanhamento das condições de saúde da professora.

A defesa de Manoella contesta a avaliação, argumentando que o hospital local dispõe de recursos necessários para o tratamento. A professora também ressalta que sua rotina de aplicação do medicamento, realizada três vezes ao mês, foi planejada para não interferir nas atividades acadêmicas, utilizando sextas-feiras e o fim de semana para recuperação.

“Do ponto de vista da saúde, posso dizer que nunca estive tão bem. Graças ao suporte do SUS e do plano de saúde, tenho acesso a um tratamento moderno. Aplico o medicamento em três sextas-feiras do mês, estratégia que me permite repousar no fim de semana sem comprometer minha rotina”, explicou a professora.

Em caráter liminar, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou o pedido para posse imediata ou reserva da vaga. A decisão judicial apontou a necessidade de produção de novas provas durante a tramitação do processo para avaliar a compatibilidade entre a estrutura de saúde local e as necessidades clínicas da candidata.

Natural da região, Manoella tornou-se notícia nacional em 2021 ao concluir o doutorado antes dos 25 anos. Ela afirma que sempre teve o objetivo de seguir a carreira acadêmica no serviço público e que a pesquisa e a transferência de conhecimento são suas principais motivações para o cargo.

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PM usa IA para localizar família de criança haitiana perdida em Farroupilha

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Redação Planalto RS 24 Horas

21 de outubro de 2026

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A Brigada Militar localizou, na tarde de sábado (17), a família de um menino haitiano de 9 anos que caminhava sozinho pelas ruas de Farroupilha. A criança não se feriu e foi levada de volta para casa.

Os policiais foram acionados por um morador por meio do telefone 190. Como o menino só fala francês, a equipe utilizou a ferramenta de inteligência artificial ChatGPT para traduzir perguntas por áudio e estabelecer comunicação com a criança.

O soldado Rafael Tondollo e o sargento Jeferson Maurício Espinoza Carrets atenderam a ocorrência. Segundo Tondollo, a criança estava assustada, o que dificultou o início do diálogo. “Precisamos de algum tempo para que ele tivesse confiança em nós e se sentisse seguro para falar”, relatou.

Com o auxílio da ferramenta de IA, os policiais perguntaram em qual escola o menino estudava. Ele informou o local, e a equipe se dirigiu até a instituição com a expectativa de que a residência da família ficasse nas proximidades.

No trajeto, a criança se orientou e passou a indicar o caminho. “Quando chegamos na rua da casa dele, ele abriu a porta da viatura faltando quase uma quadra. Ficou muito feliz ao voltar para casa”, afirmou o soldado.

Os pais não estavam na residência no momento. Um vizinho entrou em contato com o pai, e eles retornaram logo em seguida. De acordo com a Brigada Militar, a família ficou aliviada com o reencontro.

O pai informou aos policiais que estava com a esposa no centro da cidade, fazendo compras em uma fruteira, quando o filho disse que iria ao banheiro. Ao perceberem a ausência do menino, iniciaram as buscas e, sem êxito, seguiram a pé para casa.

Conforme a BM, o ponto onde a criança foi localizada fica a aproximadamente 1,5 km do comércio onde estava com os pais. O menino permaneceu sozinho por cerca de uma hora.

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Urna eletrônica tem intervalo de dois segundos antes de liberar voto em Gramado

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Redação Planalto RS 24 Horas

21 de outubro de 2026

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Eleitores que votarem em Gramado nas próximas eleições precisarão observar um intervalo de dois segundos antes que a urna eletrônica libere o registro do voto. O procedimento é padrão em todos os equipamentos do município e ocorre após a confirmação do último dígito digitado pelo eleitor.

A pausa é uma medida de segurança do sistema eletrônico de votação e não representa falha ou lentidão do aparelho. O tempo vale para todas as seções eleitorais da cidade, independentemente do cargo em disputa.

Após digitar os números do candidato, o eleitor deve aguardar o fim da contagem antes de pressionar a tecla de confirmação. A urna exibe a mensagem de espera e, somente depois do intervalo, libera o registro.

Caso o eleitor tente confirmar antes do prazo, o equipamento não conclui a operação. A orientação é repetir o procedimento com calma e, em caso de dúvida, solicitar apoio ao mesário na seção.

O intervalo de dois segundos é o mesmo em todas as urnas do país e não altera o tempo total de votação. Em Gramado, a recomendação é que os eleitores cheguem com antecedência aos locais de votação para evitar filas nos horários de pico.

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