Com a proximidade da Black Friday, prevista para 27 de novembro, o Procon de Carazinho inicia uma série de orientações aos consumidores que pretendem aproveitar as promoções no comércio físico e virtual. O foco é a prevenção contra golpes, descontos falsos e problemas comuns nesta época do ano.
A coordenadora do órgão, advogada Scheila Mello, destaca que o período exige atenção redobrada. A principal recomendação é evitar compras por impulso e pesquisar os preços com antecedência para verificar se os descontos anunciados são reais.
O histórico de reclamações registradas pelo Procon de Carazinho em edições anteriores da Black Friday reforça a necessidade do alerta. Entre os problemas mais relatados estão a diferença entre o preço anunciado e o cobrado, produtos não entregues, cancelamentos de compras e dificuldades para obter estornos. Atualmente, o órgão registra uma média de 200 reclamações mensais, com destaque para os setores bancário, de telefonia, comércio e compras pela internet.
Para compras online, Scheila Mello orienta que o consumidor verifique a confiabilidade do site, conferindo o CNPJ da empresa, endereço e canais de atendimento. É preciso ter cuidado com links recebidos por WhatsApp, mensagens de texto e redes sociais, além de desconfiar de promoções com descontos excessivos ou que pressionam pela finalização imediata da compra.
Antes de realizar pagamentos via PIX, a recomendação é conferir o nome do recebedor, especialmente em compras feitas em lojas conhecidas. Caso o consumidor seja vítima de um golpe, deve contatar imediatamente a instituição financeira, registrar boletim de ocorrência e guardar os comprovantes. Em situações envolvendo PIX, também pode ser solicitada a análise pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), quando aplicável.
Além dos cuidados para evitar fraudes, a coordenadora reforça que os direitos do consumidor estão garantidos por lei. Quando uma loja anuncia um preço, a oferta deve ser cumprida. Se o produto não for entregue, o consumidor pode exigir a entrega, aceitar outro produto equivalente ou cancelar a compra e solicitar a devolução do dinheiro.
Nos casos de produtos com defeito, o fornecedor tem, em regra, até 30 dias para solucionar o problema. Se isso não ocorrer, o consumidor poderá escolher entre a troca do produto, a devolução do valor pago ou o abatimento proporcional do preço. Já nas compras pela internet, o direito de arrependimento permite desistir da compra em até sete dias, conforme o artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor.
Diante de qualquer problema, a orientação é procurar inicialmente a empresa responsável e guardar os protocolos de atendimento, anúncios e comprovantes. Caso a situação não seja resolvida, o consumidor poderá buscar o Procon de Carazinho para registrar a reclamação.