A primavera de 2026 começa nesta terça-feira (22), às 21h05 pelo horário de Brasília, com previsão de temperaturas acima da média, aumento dos volumes de chuva e maior ocorrência de tempestades. Em Passo Fundo e na região norte do Rio Grande do Sul, a estação deve ser marcada por precipitações elevadas e episódios de tempo severo.
O período segue até 21 de dezembro, às 18h50. Segundo nota técnica conjunta do Inmet, do CPTEC/Inpe e da Funceme, a primavera representa a transição entre as estações seca e chuvosa, com previsão de precipitações acima da média nos três Estados do Sul.
Para Passo Fundo e municípios do norte gaúcho, o cenário exige atenção redobrada ao longo dos próximos meses. A combinação de frentes frias e sistemas convectivos, típica da estação, tende a provocar episódios de chuva intensa, rajadas de vento e descargas atmosféricas que podem afetar a rotina da população, o trânsito e atividades agrícolas na região.
Os maiores desvios de chuva devem ocorrer no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, onde os acumulados podem superar em até 200 milímetros a média histórica do trimestre. O norte e o noroeste gaúchos aparecem entre as áreas com maior possibilidade de volumes acima do padrão.
Entre os fenômenos previstos estão os Complexos Convectivos de Mesoescala, sistemas capazes de provocar chuva intensa, rajadas de vento, descargas atmosféricas e eventual queda de granizo. De acordo com a Climatempo, o interior do Sul deve concentrar os principais episódios de instabilidade.
No início da primavera, o Paraná tende a receber os maiores volumes, mas essa concentração deve avançar gradualmente em direção ao Rio Grande do Sul. Oeste, sul e sudoeste paranaenses, oeste e meio-oeste catarinenses, além do norte e noroeste gaúchos, estão entre as áreas com maior excesso de precipitação.
O calor não ficará afastado. Os termômetros devem registrar marcas acima da média em boa parte da região, especialmente no leste do Paraná. No Rio Grande do Sul, os valores tendem a permanecer próximos do padrão histórico, com possibilidade de temperaturas inferiores ao normal no sul do Estado.
O cenário será influenciado pelo El Niño, fenômeno associado ao aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial. A NOAA aponta mais de 95% de probabilidade de um episódio muito forte entre outubro e dezembro, o que tende a reforçar o contraste entre a maior oferta de chuva no Sul e a redução de precipitação em outras regiões do País.