O Ministério Público de São Paulo e a Receita Federal deflagraram, na manhã desta quinta-feira (24), a terceira fase da Operação Carbono Oculto, denominada Crédito Oculto. Os agentes cumprem 27 mandados de busca e apreensão em sete estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina e Espírito Santo.
A ação aprofunda investigação sobre suposta lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao setor de combustíveis. O foco é a aquisição da distribuidora Tobras Distribuidora de Combustíveis Ltda., conhecida como Terrana.
O Banco Genial afirmou que Humberto Tupinambá não integra a diretoria e não é sócio da instituição desde maio de 2026, quando ocorreu sua destituição. Ele estava no banco desde agosto de 2022 e é investigado por ligação com o esquema de “Beto Louco” e “Primo” entre 2024 e 2025, ainda na condição de executivo da instituição.
O MPSP aponta que o grupo investigado teria montado uma estrutura financeira e societária complexa para assumir o controle da distribuidora Terrana. O objetivo seria ocultar patrimônio por meio de fundos de investimento, empresas de fachada e operações financeiras consideradas atípicas.
De acordo com o Ministério Público, a estrutura teria sido liderada por Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, chamado de “Primo”. Os dois são apontados como chefes da organização investigada, embora não apareçam na lista de alvos de busca desta fase da operação.
Em nota, o Banco Genial esclareceu que todas as informações relacionadas às operações envolvendo o Fundo Radford, incluindo as empresas Berna e Branson Holdings, foram fornecidas pela própria instituição ao GAECO-SP. A Genial também informou que realizou as comunicações cabíveis ao COAF e adotou medidas adicionais de governança e controle, incluindo a instauração de processo de Inspetoria interna e a revisão da governança das operações de crédito.