O fortalecimento do El Niño representa um risco adicional para a economia da América Latina, segundo relatório do Banco Mundial. O documento aponta possíveis impactos sobre a produção agrícola, a geração de energia, a inflação e o crescimento econômico na região.
Dados da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera (NOAA) indicam que as anomalias de temperatura da superfície do mar já superam +3ºC no Oceano Pacífico Equatorial Centro-Leste. As projeções dos modelos climáticos apontam intensificação do fenômeno ao longo da primavera, com pico previsto entre novembro e dezembro.
O Banco Mundial destaca que o El Niño acrescenta riscos negativos às perspectivas econômicas da América Latina e do Caribe (ALC). O cenário internacional é marcado por incertezas financeiras, demanda externa moderada e pressões inflacionárias.
Os impactos econômicos do fenômeno dependem da distribuição regional das anomalias de precipitação. Algumas economias podem enfrentar secas e perdas na produção, enquanto outras podem sofrer com chuvas excessivas e inundações.
Em determinados casos, países exportadores de commodities podem se beneficiar temporariamente da elevação dos preços de alguns produtos. Já economias dependentes de atividades agrícolas sensíveis às condições climáticas podem enfrentar pressões sobre o crescimento e as contas externas.
Secas prolongadas, especialmente em partes do Norte da América do Sul, na região andina e na América Central, podem comprometer a capacidade de geração das usinas hidrelétricas. Quando a geração hidrelétrica diminui, os sistemas elétricos podem precisar substituir parte da eletricidade indisponível por geração termelétrica, geralmente mais cara e, em determinados casos, dependente de combustíveis fósseis importados.