Um menino de 7 anos morreu após ser atropelado por um ônibus na tarde de quarta-feira (7), no cruzamento das ruas Doutor Felipe da Cunha com João Miotto, no bairro Jardim América, em Passo Fundo. A vítima foi identificada como Valentim Vargas.
O acidente ocorreu quando o coletivo realizava uma conversão e o motorista não percebeu a presença da criança, que estava de bicicleta ao lado do veículo. O ônibus passou sobre o menino. O Samu foi acionado, mas constatou o óbito no local.
Nesta quinta-feira (8), familiares, amigos, colegas e moradores do Jardim América participaram da despedida de Valentim. A reportagem conversou com os pais do menino, Josiclei e Maria, que falaram sobre a criança e os sonhos interrompidos.
Segundo o pai, Valentim era querido por todos. “Ele era querido por todo mundo. Os colegas dele, meus amigos, todo mundo gostava dele, os professores”, contou Josiclei.
O menino também era destaque na escola e tinha comportamento carinhoso e respeitoso. “Ele ia muito bem na escola. Estava na Escolinha de Futebol do Vila Nova. O professor elogiou, ele também mandou um áudio elogiando. Ele ajudava todo mundo que ele podia, ajudava os professores, todo mundo, os colegas. Sempre respeitoso, sempre amoroso com todo mundo”, relatou o pai.
Apaixonado por futebol, Valentim frequentava a Escolinha de Futebol do Vila Nova e sonhava em se tornar jogador profissional. O pai agradeceu à equipe da escolinha pelo carinho demonstrado neste momento de dor.
Segundo Josiclei, o menino foi sepultado usando o uniforme do clube. “O sonho dele era ser jogador de futebol”, afirmou. “O Beto mandou o uniforme para colocar nele. Estava com o uniforme. Infelizmente não foi jogando futebol, foi nessa situação, mas era o que ele gostava de fazer”, disse o pai, emocionado.
Além do futebol, Valentim gostava de andar de bicicleta e de brincar. “Ele adorava brincar, ele era feliz brincando”, contou a mãe, Maria.
A morte de Valentim provocou comoção em toda a comunidade de Passo Fundo. Desde o acidente, inúmeras mensagens de solidariedade foram encaminhadas à família, que recebeu o carinho de moradores, amigos, professores e pessoas que não conheciam pessoalmente o menino.