O candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Paulo Pimenta (PT), apresentou suas prioridades de campanha em entrevista à Rádio Uirapuru na tarde desta segunda-feira, 21 de setembro. Durante o programa, ele defendeu a renegociação da dívida do estado e elencou a saúde pública como a principal pauta de seu mandato, se eleito.
Natural de Santa Maria, Pimenta possui trajetória como vereador, deputado estadual, deputado federal e ministro da Reconstrução durante as enchentes de 2024. A entrevista integra uma série de sabatinas promovida pela emissora com todos os postulantes ao Senado nas Eleições 2026.
A agenda de entrevistas da Rádio Uirapuru busca apresentar as propostas de cada candidato ao eleitorado da região. A sabatina com Pimenta ocorre em um momento de debate sobre o endividamento estadual e a capacidade de investimento em serviços públicos, temas que impactam diretamente a gestão de municípios como Passo Fundo.
Na área da saúde, Pimenta afirmou que mais de 800 mil gaúchos aguardam por cirurgias, procedimentos ou exames. Segundo o candidato, o modelo de financiamento da saúde pública atingiu o limite, pois o estado não cumpre a meta constitucional de investimento de 12%.
Ele também criticou os reajustes dos planos de saúde, que, conforme disse, podem dobrar o aumento salarial em planos empresariais. Pimenta defendeu a regulação da renovação de contratos, citando a negativa de cobertura para idosos que pagam planos há décadas.
Sobre infraestrutura, o candidato afirmou ter coordenado a inclusão da pavimentação da Transbrasiliana, entre Passo Fundo e Erechim, no orçamento da União. Ele garantiu que a empresa responsável pela obra será contratada ainda neste ano.
Pimenta também citou a retomada do debate sobre ferrovias como prioridade de mandato. Em relação à BR-285, declarou que o projeto da Travessia Urbana de Passo Fundo já está aprovado.
Sobre o aeroporto da cidade, defendeu sua transformação em terminal de cargas. Conforme o candidato, a localização logística de Passo Fundo permite que o aeroporto se torne alternativa para o transporte de cargas, hoje concentrado em Porto Alegre.
No tema da segurança pública, Pimenta defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública e o trabalho integrado entre as polícias. Ele propôs dobrar o efetivo da Polícia Federal e reforçar o controle de fronteiras contra o tráfico de drogas e armas.
O candidato também apontou a valorização dos servidores, citando que brigadianos, policiais civis e agentes da Polícia Penal estão sem reajuste há 12 anos. Por fim, defendeu o fim da fiança para agressores que usam tornozeleira eletrônica e para casos de violência doméstica, além da criação de aluguel social para amparar vítimas.