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Oficina de Culinária Kaingang no Hospital São Vicente de Paulo Valoriza Cultura Indígena

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Redação Planalto RS 24 Horas

19 de julho de 2026

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Em uma iniciativa inovadora, o Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), localizado em Passo Fundo, promoveu uma oficina de culinária dedicada à rica tradição alimentar do povo Kaingang. O evento, que visa proporcionar uma experiência mais acolhedora e respeitosa para os pacientes indígenas, foi realizado em parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Interior Sul e o Polo Base Passo Fundo.

A oficina reuniu nutricionistas, colaboradores da Unidade de Alimentação e Nutrição e representantes da comunidade indígena, todos empenhados em compartilhar conhecimentos sobre os alimentos típicos do povo Kaingang, suas formas de preparo e os significados culturais que os envolvem. Segundo Maria Beatriz da Rosa, nutricionista e chefe do Polo Base Passo Fundo, a atividade está alinhada aos princípios do Incentivo para Atenção Especializada aos Povos Indígenas (IAE-PI). “Nosso objetivo é ampliar o acolhimento aos pacientes indígenas e seus acompanhantes durante a internação”, afirmou.

Silviana Sequinato, nutricionista do DSEI Interior Sul, ressaltou a importância da alimentação no bem-estar emocional dos pacientes. “Oferecer alimentos que fazem parte da cultura dos pacientes no ambiente hospitalar proporciona conforto e acolhimento, ajudando-os a se sentirem mais próximos de suas raízes”, explicou.

A oficina também contou com a participação de instrutoras como Marineia Reais e Layde Rosa, além da indígena Vera Lúcia Padilha Dias, que atua na preservação dos conhecimentos tradicionais da Terra Indígena Cacique Doble. Vera compartilhou sua experiência, destacando a importância de resgatar e valorizar a cultura de seu povo. “Participar desta oficina foi fundamental para fortalecer nossa cultura e compartilhar esses saberes com outras pessoas”, disse.

Para a cozinheira Taís do Nascimento, a oficina representou uma oportunidade valiosa de aprendizado. “Foi gratificante conhecer a cultura e as tradições desses povos. Me senti feliz e interessada em aprender mais”, concluiu. A ação do HSVP não apenas enriquece a experiência dos pacientes, mas também promove um diálogo intercultural essencial para a construção de um ambiente hospitalar mais inclusivo e respeitoso.

Fonte: Rádio Planalto Passo Fundo

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Professor da PUCRS lidera descoberta de nova espécie de felino na Bolívia

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Redação Planalto RS 24 Horas

19 de setembro de 2026

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Um professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre, liderou o grupo de pesquisa responsável pela primeira descoberta de uma nova espécie de felino em mais de 100 anos. O animal, que vive nas florestas montanhosas da Bolívia, foi batizado de Leopardus tilcayo.

O estudo também identificou uma nova subespécie de felino que habita as Yungas do Peru, denominada Leopardus tigrinus antisuyo. A pesquisa foi publicada na revista científica Current Biology.

O professor responsável pela pesquisa é Eduardo Eizirik, graduado em Ciências Biológicas, com mestrado em Genética e Biologia Molecular pela UFRGS e doutorado em Biologia pela Universidade de Maryland em College Park (EUA). Ele atua como pesquisador e professor da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da PUCRS e estuda a genética de felinos.

Segundo Eizirik, os gatos-do-mato descobertos podem ser considerados o que a ciência chama de espécie críptica. Apesar da aparência semelhante, os dois novos felinos não são os parentes mais próximos um do outro, mas sim duas partes diferentes de uma complexa árvore genealógica de gatos selvagens sul-americanos.

“Este é um estudo que evidencia o quanto ainda há para se descobrir sobre a biodiversidade do planeta. Mesmo entre animais carismáticos e conhecidos como os felinos, espécies podem permanecer desconhecidas durante séculos”, afirma o professor.

Eizirik explica que esses animais apresentam aparência muito semelhante, mas são geneticamente diferentes e seguem histórias evolutivas independentes há centenas de milhares ou até milhões de anos. Essa semelhança visual fez com que diferentes espécies fossem, durante muito tempo, confundidas e classificadas como uma só.

A pesquisa também apresenta mudança importante na compreensão da diversidade do grupo de gatos-do-mato. “Descobrir e entender estas espécies é vital para que também saibamos como protegê-las”, conclui o professor.

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Golpistas usam redes sociais para extorquir moradores em Passo Fundo

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Redação Planalto RS 24 Horas

19 de setembro de 2026

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Uma série de extorsões praticadas por telefone e WhatsApp está sendo registrada em Passo Fundo. Os criminosos utilizam dados pessoais obtidos em redes sociais e grupos de mensagens para ameaçar vítimas e exigir transferências bancárias.

Uma das vítimas procurou a reportagem após receber ligações e mensagens de um homem não identificado. O criminoso alegou que a vítima teria se envolvido com uma mulher casada e passou a exigir dinheiro mediante ameaças.

Segundo o relato da vítima, o criminoso citou o nome da esposa e dos filhos durante as conversas. O homem também enviou uma fotografia do pai da vítima e informou a placa de um caminhão pertencente a ela.

Em determinado momento, o criminoso ameaçou incendiar o veículo caso o pagamento não fosse realizado. Diante das ameaças, a vítima transferiu cerca de R$ 1 mil por Pix para uma conta indicada pelo autor.

Na sequência, o homem exigiu mais R$ 5,5 mil, valor que não foi pago. Conforme o registro policial, o criminoso estaria utilizando grupos de WhatsApp para obter números de telefone e, depois, pesquisando informações nas redes sociais para identificar familiares e outros dados pessoais.

Há ainda relatos de que os criminosos utilizam imagens ou vídeos de armas de fogo e afirmam pertencer a uma facção criminosa para aumentar a pressão sobre as vítimas. Todo o material encaminhado à reportagem, incluindo imagens, mensagens e relatos, será repassado à Polícia Civil para iniciar as investigações e identificar o autor das ameaças.

A orientação das autoridades é ter atenção redobrada com ligações e mensagens de números desconhecidos. Em casos de ameaça ou tentativa de extorsão, a vítima não deve realizar pagamentos e precisa preservar prints, áudios, números de telefone e comprovantes de transferências. O contato imediato com a Polícia Civil ou a Brigada Militar é a medida indicada.

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