A possibilidade de enfrentar situações de emergência, como apagões, enchentes, tempestades e interrupções no abastecimento, tem levado governos a reforçar orientações sobre a importância de manter suprimentos básicos em casa. A recomendação central é que cada família tenha uma reserva suficiente para pelo menos 72 horas.
Entre os itens indicados estão alimentos que não dependam de refrigeração ou preparo, medicamentos, lanternas, rádio, carregadores portáteis e dinheiro em espécie. A orientação também destaca a importância da reserva de água potável: são três litros por pessoa por dia, totalizando nove litros para um período de três dias.
No Reino Unido, a campanha Be Ready recomenda que cada família tenha uma reserva suficiente para pelo menos 72 horas. A quantidade de água considera apenas o consumo para beber. Se forem incluídos o preparo de alimentos e a higiene, a necessidade aumenta.
Na União Europeia, a preparação para emergências também passou a considerar o período de 72 horas. Em 2025, a Comissão Europeia apresentou uma estratégia para orientar a população a enfrentar os primeiros dias de uma crise, enquanto os órgãos responsáveis organizam o atendimento e a assistência.
As recomendações levam em conta diferentes situações, como desastres naturais, falhas no fornecimento de energia, ataques cibernéticos e problemas no abastecimento de produtos essenciais. Nos Estados Unidos, outro debate ganhou destaque após a apresentação de um plano para que bases militares consigam manter suas operações essenciais por até 90 dias sem depender de infraestrutura externa.
A proposta, porém, é voltada às instalações militares e não representa uma recomendação para que a população civil mantenha estoques pelo mesmo período. A principal orientação das campanhas é que as famílias avaliem suas necessidades e organizem uma reserva doméstica de forma gradual.