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Neve histórica de setembro de 1912 atingiu o Sul do Brasil

Há mais de um século, uma tempestade de neve excepcional atingiu os três estados do Sul em setembro de 1912. O fenômeno durou dias na Serra Catarinense e deixou registros históricos de acúmulos e transtornos.
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Redação Planalto RS 24 Horas

2 de setembro de 2026

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Uma das mais intensas nevascas de fim de inverno já registradas no Sul do Brasil ocorreu em setembro de 1912. O fenômeno começou no dia 1º daquele mês e atingiu com força as áreas de maior altitude da região, persistindo por vários dias em algumas localidades.

Os relatos históricos indicam que a tempestade de neve afetou o Rio Grande do Sul, Santa Catarina e o Paraná. Em São Joaquim, na Serra Catarinense, a precipitação começou por volta das 10h do dia 1º e se estendeu por três dias consecutivos, com acúmulos que exigiram ação emergencial dos moradores para evitar o desabamento de telhados.

O episódio de 1912 é citado em acervos históricos como um dos mais extraordinários eventos de neve fora do inverno calendário no Brasil. As memórias do episódio foram registradas no livro “Gavião-de-penacho: memórias de um serrano”, de autoria de Enedino Batista Ribeiro, que tinha 13 anos na ocasião e presenciou a nevasca em São Joaquim.

A intensidade da precipitação sobrecarregou as estruturas da época. Em propriedades rurais, os moradores precisaram improvisar ferramentas para retirar a neve acumulada sobre os telhados e evitar colapsos. Os campos e pastagens ficaram encobertos, deixando o gado sem acesso ao pasto e forçando os criadores a movimentar os animais para evitar que permanecessem imóveis no frio intenso.

Os registros da época também mencionam árvores com galhos quebrados pelo peso do gelo. O barulho das estruturas vegetais se rompendo era ouvido dentro das residências, enquanto o vento ampliava a sensação térmica negativa.

Em Lages, no Planalto Sul Catarinense, a nevasca paralisou o deslocamento entre localidades. Um relato do período conta que um sepultamento precisou ser realizado em meio à neve, com os participantes do cortejo afundando na camada acumulada durante o trajeto até o cemitério. Fotografias e documentos sobre o evento estão preservados em acervos históricos da cidade.

A onda de frio também avançou sobre o Paraná. Em Curitiba, houve registro de neve na manhã do dia 3 de setembro, entre 7h e 10h, em um episódio de curta duração se comparado ao que ocorreu no Planalto Catarinense.

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PM usa IA para localizar família de criança haitiana perdida em Farroupilha

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Redação Planalto RS 24 Horas

21 de outubro de 2026

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A Brigada Militar localizou, na tarde de sábado (17), a família de um menino haitiano de 9 anos que caminhava sozinho pelas ruas de Farroupilha. A criança não se feriu e foi levada de volta para casa.

Os policiais foram acionados por um morador por meio do telefone 190. Como o menino só fala francês, a equipe utilizou a ferramenta de inteligência artificial ChatGPT para traduzir perguntas por áudio e estabelecer comunicação com a criança.

O soldado Rafael Tondollo e o sargento Jeferson Maurício Espinoza Carrets atenderam a ocorrência. Segundo Tondollo, a criança estava assustada, o que dificultou o início do diálogo. “Precisamos de algum tempo para que ele tivesse confiança em nós e se sentisse seguro para falar”, relatou.

Com o auxílio da ferramenta de IA, os policiais perguntaram em qual escola o menino estudava. Ele informou o local, e a equipe se dirigiu até a instituição com a expectativa de que a residência da família ficasse nas proximidades.

No trajeto, a criança se orientou e passou a indicar o caminho. “Quando chegamos na rua da casa dele, ele abriu a porta da viatura faltando quase uma quadra. Ficou muito feliz ao voltar para casa”, afirmou o soldado.

Os pais não estavam na residência no momento. Um vizinho entrou em contato com o pai, e eles retornaram logo em seguida. De acordo com a Brigada Militar, a família ficou aliviada com o reencontro.

O pai informou aos policiais que estava com a esposa no centro da cidade, fazendo compras em uma fruteira, quando o filho disse que iria ao banheiro. Ao perceberem a ausência do menino, iniciaram as buscas e, sem êxito, seguiram a pé para casa.

Conforme a BM, o ponto onde a criança foi localizada fica a aproximadamente 1,5 km do comércio onde estava com os pais. O menino permaneceu sozinho por cerca de uma hora.

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Urna eletrônica tem intervalo de dois segundos antes de liberar voto em Gramado

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Redação Planalto RS 24 Horas

21 de outubro de 2026

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Eleitores que votarem em Gramado nas próximas eleições precisarão observar um intervalo de dois segundos antes que a urna eletrônica libere o registro do voto. O procedimento é padrão em todos os equipamentos do município e ocorre após a confirmação do último dígito digitado pelo eleitor.

A pausa é uma medida de segurança do sistema eletrônico de votação e não representa falha ou lentidão do aparelho. O tempo vale para todas as seções eleitorais da cidade, independentemente do cargo em disputa.

Após digitar os números do candidato, o eleitor deve aguardar o fim da contagem antes de pressionar a tecla de confirmação. A urna exibe a mensagem de espera e, somente depois do intervalo, libera o registro.

Caso o eleitor tente confirmar antes do prazo, o equipamento não conclui a operação. A orientação é repetir o procedimento com calma e, em caso de dúvida, solicitar apoio ao mesário na seção.

O intervalo de dois segundos é o mesmo em todas as urnas do país e não altera o tempo total de votação. Em Gramado, a recomendação é que os eleitores cheguem com antecedência aos locais de votação para evitar filas nos horários de pico.

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