O governo do Nepal divulgou nesta sexta-feira (28) uma lista com 644 turistas desaparecidos ou sem contato após a inundação que atingiu a região de fronteira com o Tibete, na China. O documento reúne estrangeiros e cidadãos nepaleses que não residiam nas áreas afetadas pela tragédia.
A relação foi publicada pelo Ministério das Comunicações e Tecnologias da Informação do Nepal e passa por atualizações constantes conforme as equipes de resgate avançam nas buscas. Os desaparecidos são de 35 países, com nomes, nacionalidades e, em alguns casos, números de passaporte.
A ausência de um mecanismo oficial de integração de dados entre Nepal e China dificulta a comparação das listas e aumenta o risco de registros duplicados. A tragédia já deixou mais de 500 mortos nos dois lados da fronteira, e as equipes seguem atuando em áreas isoladas com uso de helicópteros.
A Índia concentra o maior número de registros, com 178 pessoas, seguida pelos Estados Unidos, com 65, Austrália, com 35, e Reino Unido, com 33. Também há cidadãos de França, Itália, Israel e outras nacionalidades.
Entre os estrangeiros estão três espanhóis. O Ministério das Relações Exteriores da Espanha informou que o número caiu de quatro para três após a localização de uma das pessoas inicialmente consideradas desaparecidas. Os dois outros espanhóis são mulheres que participavam de um grupo de trekking, enquanto o terceiro é um homem que estava na região atingida.
Além dos turistas, mais de 300 moradores nepaleses continuam sem ser localizados. A China informou que 558 pessoas estão desaparecidas no Tibete, incluindo 260 estrangeiros, mas ainda não divulgou a identidade ou a nacionalidade dessas pessoas.
As autoridades investigam as causas da inundação repentina. Entre as hipóteses está o possível colapso de uma massa de gelo ou de um lago de origem glacial em uma região de alta montanha, o que teria provocado uma onda de água e detritos que atingiu comunidades e áreas turísticas com extrema rapidez.