Proprietários de imóveis e empreendimentos localizados próximos à barragem da Usina Hidrelétrica Ernestina relatam dificuldades para regularizar o uso de áreas que ficam dentro da faixa de concessão da Companhia Estadual de Geração de Energia Elétrica (CEEE-G). A situação afeta tanto construções particulares quanto estruturas de uso comercial instaladas às margens do reservatório.
Um dos casos envolve uma empresa da comunidade de Estrela do Sul, em Nicolau Vergueiro, que construiu uma rampa para embarque e desembarque de embarcações e um trapiche de madeira na área. Segundo o responsável pelo empreendimento, a CEEE-G exige autorização formal mediante pagamento de taxa pelo espaço ocupado, com proposta de concessão de uso por cinco anos.
O empresário afirma que tem interesse em cumprir a exigência e pagar pelo uso do espaço, mas diz enfrentar dificuldades para concluir o pagamento e a formalização da autorização. Ele relata que já encaminhou e-mails, projetos e documentos solicitados pela companhia, sem conseguir finalizar o processo, que se arrasta há cerca de sete anos.
Em agosto de 2026, nova documentação foi enviada à CEEE-G/Grupo CSN, com pedido de autorização inicial para que a empresa pudesse dar andamento à regularização ambiental das estruturas junto à Prefeitura de Nicolau Vergueiro. O material inclui projetos, laudos técnicos e estudos sobre a área ocupada.
Mesmo com a documentação apresentada e o interesse em pagar pelo uso do espaço, o responsável afirma que as tratativas com a companhia seguem sem conclusão. Ele destaca que a dificuldade não é um caso isolado e que outros proprietários de imóveis da região também enfrentam problemas para regularizar construções e o uso de áreas próximas à barragem de Ernestina.