A Liga Feminina de Combate ao Câncer de Carazinho divulgou nesta semana a programação especial para o mês de outubro, voltada à prevenção e ao diagnóstico precoce do câncer de mama. A agenda inclui culto ecumênico, atividades esportivas, palestra com a comunicadora Cristina Ranzolin e o tradicional jantar da entidade.
As ações do Outubro Rosa começam no dia 1º de outubro, às 18h, com um culto ecumênico na Igreja Bom Jesus. A proposta é reunir a comunidade em um momento de celebração à vida.
Nos dias 16, 17 e 18 de outubro, a Liga participa de uma programação de beach tennis, com atividades no Clube Comercial e na Arena. Outro destaque será a palestra “A Força de uma Mulher”, com Cristina Ranzolin, marcada para o dia 20 de outubro, às 19h.
Para o evento, a Liga conta com parceria do município e do Estado para a participação de professores das redes municipal e estadual. A expectativa é reunir cerca de 1.100 pessoas, que também devem ajudar a disseminar informações sobre prevenção e diagnóstico precoce.
No dia 24 de outubro, às 20h, será realizado o tradicional jantar da entidade. Os convites já estão à venda e podem ser adquiridos com as voluntárias da Liga, pelo Instagram ou WhatsApp da entidade.
Segundo a Liga, o valor arrecadado será destinado às necessidades dos assistidos, principalmente para auxiliar na compra de medicamentos e em outros atendimentos realizados pela entidade. A participação da comunidade nas ações representa uma forma de contribuir diretamente com as famílias acompanhadas ao longo do ano.
Durante entrevista, a médica pediatra Fernanda Nascimento destacou as campanhas do Setembro Dourado, voltadas à conscientização sobre o câncer infantojuvenil. Segundo a médica, sinais como perda de peso repentina, cansaço excessivo, dores frequentes, febre persistente sem causa definida, manchas pelo corpo, nódulos endurecidos e alterações no abdômen devem servir de alerta para pais e responsáveis.
Fernanda afirmou que as leucemias estão entre os tipos de câncer mais frequentes na infância, seguidas por tumores cerebrais e linfomas. Conforme explicou, quando o câncer infantil é diagnosticado precocemente e recebe tratamento adequado, as chances de cura podem chegar a cerca de 80%.
A médica também ressaltou o papel dos professores, que convivem diariamente com crianças e adolescentes e podem perceber mudanças no comportamento, no rendimento ou na saúde dos alunos, orientando as famílias a buscar atendimento médico. A entrevista trouxe ainda o relato de uma criança diagnosticada com leucemia aos seis anos, que apresentava dores no corpo, manchas roxas e tosse persistente. Hoje, aos 30 anos, ela está bem e é considerada uma vitoriosa.