O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, foi oficialmente incluído em um inquérito que apura a venda de sentenças, conforme autorização do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada pelo relator do caso, ministro Cristiano Zanin, e faz parte das investigações da Polícia Federal (PF) na Operação Sisamnes.
As investigações, que tramitam em segredo de Justiça, surgiram após a PF descobrir que servidores de gabinetes do STJ teriam explorado indevidamente o acesso ao sistema eletrônico de elaboração de minutas de votos, vendendo informações a terceiros. Em maio, a Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou nove pessoas por crimes como organização criminosa e corrupção.
Além das suspeitas relacionadas à venda de sentenças, Marco Buzzi já está afastado de suas funções devido a uma acusação de assédio sexual. O incidente, que teria ocorrido em janeiro deste ano em Balneário Camboriú, envolve uma jovem, filha de amigos do ministro, e gerou uma nova denúncia de assédio por parte de uma ex-funcionária de seu gabinete.
A defesa de Buzzi afirmou que ele não tem conhecimento sobre a investigação de venda de sentenças e destacou que o ministro é legalmente impedido de julgar processos que envolvam familiares. A situação continua a ser monitorada pelas autoridades competentes, enquanto a sociedade aguarda desdobramentos sobre as graves acusações.
Fonte: Rádio Planalto Passo Fundo