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Eleições 2026

Ministério Público Eleitoral mira desinformação, violência de gênero e crime organizado para 2026

O MP Eleitoral gaúcho define três frentes prioritárias para as eleições de 2026: combate à desinformação com IA, repressão à violência política de gênero e enfrentamento ao crime organizado. Promotor detalha regras para servidores e canais de denúncia.
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Redação Planalto RS 24 Horas

17 de agosto de 2026

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O Ministério Público Eleitoral está mobilizado para as eleições gerais de 2026 com três frentes críticas: o combate à desinformação e ao uso indevido de inteligência artificial, a repressão à violência política de gênero e o enfrentamento à interferência do crime organizado no processo eleitoral. A avaliação foi feita pelo promotor Rodrigo López Zilio, coordenador de assessoramento eleitoral do MP do Rio Grande do Sul.

Em entrevista ao Programa Sem Segredo, Zilio explicou que os promotores das zonas eleitorais têm duas atribuições fundamentais: processar criminalmente quem comete crimes eleitorais sem foro privilegiado e provocar os juízes locais para cessar irregularidades, especialmente na propaganda eleitoral. As ações contra candidatos a deputados, senadores, governadores e presidente são julgadas pelos TREs ou pelo TSE.

A preparação ocorre em um cenário de avanço tecnológico e endurecimento da legislação. O CNMP editou recomendação rigorosa sobre violência política de gênero, e o TSE já aplicou condenações recentes, como no caso de um vereador do Rio de Janeiro. A atuação de facções criminosas em municípios do interior também acendeu o alerta das autoridades, que buscam padronizar procedimentos para os 165 promotores eleitorais que atuarão no estado.

Sobre a desinformação, o promotor destacou o debate atual sobre os limites da liberdade de expressão e a responsabilidade na internet, diante de tecnologias capazes de gerar conteúdos falsos ou manipulados. A violência política de gênero foi citada como prioridade, com base na recomendação do CNMP e na condenação recente de um vereador fluminense pelo TSE.

Em relação ao crime organizado, Zilio afirmou que a atuação de facções e grupos criminosos nas eleições se mostra cada vez mais incisiva e preocupante. O promotor também esclareceu dúvidas sobre servidores públicos em cargos comissionados: não há vedação expressa na lei para atuarem em campanhas, mas é necessária compatibilidade de horários, já que a legislação proíbe campanha durante o expediente.

“O mais recomendado é que o servidor peça licença ou se afaste do cargo para atuar na campanha com tranquilidade”, orientou. Com experiência no TRE-RS e no TSE, Zilio listou os crimes eleitorais mais comuns: compra de votos, com pena de até quatro anos de prisão e cassação do mandato; coação eleitoral no ambiente de trabalho; e propaganda de boca de urna e transporte irregular de eleitores no dia da votação.

As denúncias podem ser feitas pelo aplicativo Pardal, pelas ouvidorias do Ministério Público ou diretamente nas promotorias de cada município.

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PM usa IA para localizar família de criança haitiana perdida em Farroupilha

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Redação Planalto RS 24 Horas

21 de outubro de 2026

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A Brigada Militar localizou, na tarde de sábado (17), a família de um menino haitiano de 9 anos que caminhava sozinho pelas ruas de Farroupilha. A criança não se feriu e foi levada de volta para casa.

Os policiais foram acionados por um morador por meio do telefone 190. Como o menino só fala francês, a equipe utilizou a ferramenta de inteligência artificial ChatGPT para traduzir perguntas por áudio e estabelecer comunicação com a criança.

O soldado Rafael Tondollo e o sargento Jeferson Maurício Espinoza Carrets atenderam a ocorrência. Segundo Tondollo, a criança estava assustada, o que dificultou o início do diálogo. “Precisamos de algum tempo para que ele tivesse confiança em nós e se sentisse seguro para falar”, relatou.

Com o auxílio da ferramenta de IA, os policiais perguntaram em qual escola o menino estudava. Ele informou o local, e a equipe se dirigiu até a instituição com a expectativa de que a residência da família ficasse nas proximidades.

No trajeto, a criança se orientou e passou a indicar o caminho. “Quando chegamos na rua da casa dele, ele abriu a porta da viatura faltando quase uma quadra. Ficou muito feliz ao voltar para casa”, afirmou o soldado.

Os pais não estavam na residência no momento. Um vizinho entrou em contato com o pai, e eles retornaram logo em seguida. De acordo com a Brigada Militar, a família ficou aliviada com o reencontro.

O pai informou aos policiais que estava com a esposa no centro da cidade, fazendo compras em uma fruteira, quando o filho disse que iria ao banheiro. Ao perceberem a ausência do menino, iniciaram as buscas e, sem êxito, seguiram a pé para casa.

Conforme a BM, o ponto onde a criança foi localizada fica a aproximadamente 1,5 km do comércio onde estava com os pais. O menino permaneceu sozinho por cerca de uma hora.

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Urna eletrônica tem intervalo de dois segundos antes de liberar voto em Gramado

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Redação Planalto RS 24 Horas

21 de outubro de 2026

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Eleitores que votarem em Gramado nas próximas eleições precisarão observar um intervalo de dois segundos antes que a urna eletrônica libere o registro do voto. O procedimento é padrão em todos os equipamentos do município e ocorre após a confirmação do último dígito digitado pelo eleitor.

A pausa é uma medida de segurança do sistema eletrônico de votação e não representa falha ou lentidão do aparelho. O tempo vale para todas as seções eleitorais da cidade, independentemente do cargo em disputa.

Após digitar os números do candidato, o eleitor deve aguardar o fim da contagem antes de pressionar a tecla de confirmação. A urna exibe a mensagem de espera e, somente depois do intervalo, libera o registro.

Caso o eleitor tente confirmar antes do prazo, o equipamento não conclui a operação. A orientação é repetir o procedimento com calma e, em caso de dúvida, solicitar apoio ao mesário na seção.

O intervalo de dois segundos é o mesmo em todas as urnas do país e não altera o tempo total de votação. Em Gramado, a recomendação é que os eleitores cheguem com antecedência aos locais de votação para evitar filas nos horários de pico.

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