Uma sondagem especial da Confederação Nacional da Indústria (CNI), aplicada em abril de 2026, mostra que 41% das indústrias migraram para o mercado livre de energia desde a norma do Ministério de Minas e Energia (MME) que ampliou o acesso em 2024. A pesquisa ouviu 1.498 empresas dos setores extrativo e de transformação: 601 pequenas, 529 médias e 368 grandes.
Dos empresários que trocaram o mercado cativo pelo livre, 73% relataram redução dos custos com a conta de energia. A CNI aponta ainda que 30% das empresas veem a migração como a principal estratégia para reduzir despesas elétricas, cenário que interessa diretamente a setores industriais e agroindustriais da região de Passo Fundo.
A participação por porte e tensão mostra diferenças claras: entre grandes indústrias atendidas em alta tensão, 63% já contratam energia no mercado livre. Entre pequenas empresas, 22% atuam no mercado livre e 45% seguem no mercado cativo.
A pesquisa também aponta que 79% das indústrias usam a energia elétrica como principal insumo energético em seus processos produtivos, o que explica a atenção dada ao custo da energia pelas empresas. Para muitos gestores industriais, a redução tarifária obtida no mercado livre tem impacto direto na competitividade e na margem operacional.
Roberto Wagner Pereira, gerente de Energia da CNI, ressaltou que “o caminho escolhido pelas empresas para diminuir as tarifas passa pela migração ao mercado livre” e defendeu a adoção de tarifas que variem conforme geração, horário e demanda, além da revisão de subsídios que influenciam o preço final da conta.
Para empresas e fornecedores de Passo Fundo, a tendência nacional indica oportunidades de renegociação de custos e de entrada de novos comercializadores. Ao mesmo tempo, especialistas alertam para a necessidade de assessoria técnica e jurídica na transição, especialmente para contratos em alta e baixa tensão.
Fonte: Rádio Planalto Passo Fundo