A faixa equatorial do Oceano Pacífico passou por uma transformação sem precedentes em 2026. No início do ano, as condições eram de La Niña, com anomalias negativas de temperatura da superfície do mar, mas o cenário mudou radicalmente ao longo dos meses seguintes.
Atualmente, a região conhecida como Niño 3.4 registra anomalia de +3,2°C, valor nunca antes observado nos tempos modernos. A mudança brusca surpreendeu a comunidade científica pela velocidade e intensidade.
As condições de La Niña desapareceram em fevereiro, dando lugar a uma fase de neutralidade que durou apenas três meses. A partir de abril, o Pacífico iniciou um aquecimento acelerado, e em maio já apresentava condições de El Niño.
O fenômeno foi oficialmente declarado pela NOAA em 11 de junho. A velocidade do aquecimento foi tão extraordinária que, já na primeira semana de julho, as anomalias superavam 2°C na Região Niño 3.4, configurando um Super El Niño.
Esse patamar nunca havia sido atingido tão cedo em eventos anteriores. No Super El Niño de 1982-1983, a anomalia de +2°C só foi registrada em novembro. Em 1997-1998, ocorreu em setembro, e no evento de 2015-2016, apenas em meados de setembro.
Estudos em andamento investigam se a alternância acelerada entre El Niño e La Niña pode estar relacionada ao aquecimento global e a mudanças no ritmo do ciclo do Pacífico. A comunidade científica segue monitorando o comportamento do oceano para compreender os desdobramentos desse evento histórico.