O atual diretor técnico do Atlético-MG, Guilherme Alves, admitiu publicamente que tentou fugir da concentração do Grêmio em 1998 e caiu de um muro durante a tentativa. O episódio, que virou folclore entre torcedores gremistas, resultou no afastamento do atacante por indisciplina e em sua negociação imediata para o Vasco.
Na época, a versão oficial divulgada pelo clube, pelo empresário e pelo próprio jogador era de que o machucado na nuca teria sido causado por uma queda na escada da concentração. No entanto, o boletim de ocorrência policial desmentiu a história, e Guilherme confirmou recentemente a versão real dos fatos.
Na madrugada de 17 de agosto de 1998, Guilherme deu entrada no Hospital Pronto Socorro de Porto Alegre com um corte na nuca. Ele foi levado ao local pela Polícia Militar, recebeu três pontos e a vacina antitetânica, e acabou cortado da partida contra o Vasco pela Copa Mercosul.
O boletim de ocorrência registrado na ocasião citava que o atacante estava na Avenida Carlos Barbosa, em frente ao estádio Olímpico, quando abordou a viatura policial. A versão oficial de queda na escada foi desmentida pelo documento.
O técnico Celso Roth exigiu o afastamento imediato do atleta sob ameaça de demissão. Guilherme acabou negociado com o Vasco logo em seguida. Em entrevista ao podcast Benja Me Mucho, o hoje dirigente classificou o episódio como o maior erro de sua carreira e reconheceu que a decisão do treinador foi correta.
Em 1999, o centroavante iniciou sua trajetória no Atlético-MG, onde se tornou ídolo e permaneceu vinculado ao clube até assumir o cargo de diretor técnico em maio deste ano.