A Justiça Federal decidiu manter a prisão preventiva do soldado Daniel, acusado de assassinar o delegado da Polícia Federal, Michel Brasil Saliba, durante uma operação de busca e apreensão em Passo Fundo, ocorrida em 3 de julho. A decisão foi proferida após análise de manifestação do Ministério Público Federal (MPF), que se opôs ao pedido de liberdade apresentado pela defesa do policial.
O MPF argumentou que a soltura do acusado representaria um risco à ordem pública e à segurança das investigações. Durante a operação, Daniel teria disparado contra os policiais federais que cumpriam o mandado, o que, segundo o MPF, justifica a necessidade de sua manutenção na prisão. A procuradoria destacou que, em liberdade, o soldado poderia agir de forma violenta contra aqueles que fiscalizam ou executam medidas judiciais relacionadas ao caso.
A defesa, representada pelo advogado Dr. José Paulo Schneider, expressou descontentamento com a decisão, mas reafirmou a posição de que Daniel poderia responder ao processo em liberdade. Os advogados ressaltaram que o soldado possui bons antecedentes e um histórico profissional exemplar, com 37 elogios em sua ficha funcional na Brigada Militar. Além disso, foi mencionado que a mãe do acusado está em tratamento contra o câncer e necessita de cuidados especiais.
Apesar da gravidade dos fatos, a defesa considera que a prisão preventiva é uma medida excessiva e que a ordem pública poderia ser preservada por meio de medidas cautelares alternativas. Os advogados informaram que continuarão buscando a liberdade de Daniel nas instâncias superiores.
Fonte: Rádio Uirapuru Passo Fundo