A promulgação da Emenda Constitucional nº 141/2026, que põe fim à escala de trabalho 6×1, foi oficializada nesta sexta-feira (16) pelo Congresso Nacional. A nova regra garante dois dias de descanso semanal e prevê a redução gradual da jornada para 40 horas, sem corte de salários, a partir de 15 de dezembro de 2026.
Em Carazinho, a mudança provoca reações distintas entre representantes de trabalhadores e do setor empresarial. O Sindicato dos Metalúrgicos defende os benefícios para a qualidade de vida, enquanto a Associação Comercial e Industrial de Carazinho (ACIC) manifesta preocupação com os custos para as empresas.
O representante do Sindicato dos Metalúrgicos, Paulo Silva, afirma que a entidade é totalmente favorável ao fim da escala 6×1. Segundo ele, a mudança garante mais tempo de descanso e convivência com a família, além de melhorar a produtividade do trabalhador.
Paulo destaca que a única folga semanal muitas vezes é usada para cuidar da casa ou resolver compromissos pessoais. Com dois dias de descanso, o trabalhador poderá organizar melhor suas atividades e retornar ao serviço mais motivado.
Sobre a possibilidade de demissões, o representante sindical avalia que a mudança não deve trazer grandes dificuldades para as empresas que conseguirem se organizar. Ele explica que muitas indústrias representadas pelo sindicato já trabalham de segunda a sexta-feira, compensando os minutos durante a semana.
Já o presidente da ACIC, Josué de Oliveira Prestes, demonstra preocupação com a transição da escala 6×1 para 5×2. Segundo ele, a redução da jornada sem considerar a realidade de cada setor pode aumentar os custos das empresas, elevar os preços dos produtos e prejudicar a economia local.
Josué destaca que a entidade não é contrária ao descanso dos trabalhadores, mas defende que a implantação precisa respeitar as particularidades de cada segmento. A ACIC avalia que setores como o comércio, que dependem de funcionamento em finais de semana, serão os mais afetados pela nova regra.