O Brasil alcançou resultados históricos no Campeonato Mundial de Pastoreio, realizado em setembro na Escócia. A delegação brasileira foi composta exclusivamente por oito representantes do Rio Grande do Sul, o maior grupo do país desde a estreia no torneio, em 2011.
Na modalidade Brace, com dois cães em ação simultânea, Charlei Battisti, de Palmeira das Missões, conquistou a inédita 5ª colocação. Anderson Pacheco, de Canguçu, avançou à semifinal da disputa individual. Pela categoria Sub-21, João Vitor Schaf, de Torres, terminou em 4º lugar. No geral por equipes, o Brasil encerrou o mundial em 9º lugar.
A equipe principal foi formada por Diogo Moresco, de Anta Gorda; Tarcio Michelon, de Bento Gonçalves; Anderson Pacheco, de Canguçu; Charlei Battisti, de Palmeira das Missões; Diógenes Mello Giovanella, de Carazinho; e Diego Schaf, de Torres. Na Sub-21, João Vitor Schaf e Arthur, ambos de Torres, representaram o país.
Antes da competição, a delegação permaneceu 22 dias no Reino Unido, período em que realizou treinamentos e participou de provas regionais. As provas do mundial reproduzem situações do dia a dia nas fazendas, como deslocamento de rebanhos e separação de grupos de animais.
As regras são rigorosas: os cães não podem latir nem morder as ovelhas durante a condução. O Border Collie se destaca pela capacidade de responder a comandos à distância e de exercer pressão com o olhar, característica apontada como exclusiva da raça.
Segundo a zootecnista e educadora canina Suele Bueno, o trabalho também reduz o estresse dos animais, o que evita perda de peso e beneficia a produção. Na propriedade de Diógenes Mello Giovanella, em Carazinho, os cães integram a rotina diária do manejo.