A eliminação do Grêmio para o Bolívar, na quinta‑feira, aumentou a pressão sobre o técnico Luís Castro; a torcida vaiou o treinador e gritou pelo retorno de Renato Portaluppi durante a partida. O time permanece na zona de rebaixamento do Brasileirão, vivendo o pior momento desde a chegada do português.
Mesmo com a cobrança pública, a diretoria manteve o apoio a Castro. Após o jogo, o vice de futebol Rafael Lima afirmou que a permanência se justifica pelo trabalho diário da equipe e reconheceu decepção com o resultado apresentado.
Na reunião pós‑partida, dirigentes e comissão técnica fizeram cobranças breves, segundo apuração local, e reforçaram a expectativa de que o elenco entregue mais performance em campo. Rafael Lima disse que o resultado “ainda não chegou” apesar das evoluções diárias.
A confiança em reforços contratados nesta janela — especialmente Jovane Cabral, Diego Caito e Filip Krovinović — pesa na decisão da diretoria. A direção também considera que a Copa Sul‑Americana não é a prioridade da temporada e que o foco imediato é a recuperação no Brasileiro.
Castro afirmou na coletiva que mantém a função por trabalhar “todos os dias de forma digna e honesta”. Nos bastidores, a saída do técnico só não está completamente descartada: uma eliminação precoce na Copa do Brasil pode acelerar uma mudança.
O Grêmio enfrentará o Mirassol em dois jogos pela vaga nas quartas da Copa do Brasil, com o primeiro confronto fora de casa no próximo domingo e a volta três dias depois na Arena. O time ocupa atualmente a 17ª colocação do Brasileiro, com 22 pontos, e só retorna ao torneio no dia 8 de agosto, contra o São Paulo.
Fonte: Globo Esporte RS