Com Grêmio e Inter ainda ameaçados de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, os dois clubes planejam a próxima temporada do futebol feminino sob cenários distintos. A exigência da CBF para que times da Série A mantenham equipes femininas coloca o tema em evidência em momentos de crise.
Segundo o Gato Mestre, o Grêmio tem 34,76% de chances de permanecer na elite, enquanto o Inter aparece com 62,12%. A queda do time masculino costuma impactar diretamente o orçamento e a continuidade dos departamentos femininos.
Casos recentes ilustram o risco. No início de 2025, após cair para a Série B, o Athletico-PR encerrou as atividades do time feminino. O Fortaleza também determinou o fim do departamento para 2026, mesmo após uma temporada histórica. Já o Ceará optou por reduzir a equipe e integrar a categoria Sub-20.
No Grêmio, pessoas ligadas ao clube afirmaram que a possibilidade de redução de orçamento para 2027 não está em discussão neste momento. A direção segue trabalhando normalmente no mercado visando a próxima temporada.
O posicionamento acompanha investimentos recentes. Neste ano, o Grêmio inaugurou um novo centro de treinamento exclusivo para o futebol feminino, em parceria com a RGM Academy, com investimento de R$ 1 milhão entre equipamentos e mobiliários.
No Inter, o contexto é tratado com mais cautela devido às dificuldades financeiras e às eleições para troca de gestão. A gerente de futebol feminino, Renata Armiliato, destacou que as movimentações para formação do elenco seguem em andamento, mas dentro da realidade atual da instituição.
– Já faz dois meses que a gente está movimentando o mercado, estamos tendo conversas bem realistas com empresários e com atletas, sabemos que o momento do Inter é delicado, até por questões financeiras e também questões de troca de presidência, mas a gente não pode parar – afirmou a dirigente.