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Temporal no Interior

Granizo atinge cidades do Noroeste e Serra e causa estragos em residências

Chuva com granizo atingiu Três Passos, Coronel Bicaco, Santa Bárbara do Sul e Nova Bassano entre a noite de quinta e a madrugada de sexta. Defesa Civil distribuiu lonas e não há registro de feridos.
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Redação Planalto RS 24 Horas

11 de setembro de 2026

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A chuva com granizo que atingiu cidades do Noroeste e da Serra entre a noite de quinta-feira (10) e a madrugada de sexta-feira (11) causou estragos em residências. O fenômeno foi registrado em Três Passos, Coronel Bicaco, Santa Bárbara do Sul e Nova Bassano.

Em Nova Bassano, a queda de pedras de gelo danificou moradias durante a madrugada. A Defesa Civil local distribuiu lonas para os moradores com telhados comprometidos. Não há registro de feridos.

A distribuição de lonas pela Defesa Civil é a primeira resposta emergencial para famílias que tiveram telhados danificados e ficaram expostas ao tempo. Em Santa Bárbara do Sul, o temporal ocorreu por volta das 3h e atingiu residências, mas nenhum morador precisou deixar o imóvel. Em Três Passos, a Defesa Civil do município ainda averiguava possíveis estragos até a última atualização da ocorrência.

Em Três Passos, o granizo caiu por volta das 21h30 de quinta-feira e durou cerca de 15 minutos, segundo o prefeito Arlei Tomazoni. O município fica no Noroeste do estado e foi um dos primeiros a registrar o fenômeno.

Já em Santa Bárbara do Sul, o temporal foi por volta das 3h. O granizo danificou residências, mas não há registro de moradores fora de casa.

O fenômeno também foi observado em Coronel Bicaco. As quatro cidades afetadas ficam em regiões distintas do Interior e registraram o evento em horários diferentes ao longo da noite e da madrugada.

Segundo a Climatempo Meteorologia, o granizo se forma dentro de nuvens de grande extensão vertical, chamadas de cumulonimbus. Correntes de ar carregam gotas de água para regiões extremamente frias da atmosfera, onde ocorre o congelamento.

As partículas sobem e descem diversas vezes, acumulando camadas sucessivas de gelo. Quando ficam pesadas e as correntes de ar não conseguem mais sustentá-las, as pedras caem no solo.

O tamanho das pedras de gelo e a intensidade da chuva de granizo são variáveis. Durante a queda, parte do gelo derrete, reduzindo a massa, mas ainda assim há registros de granizos que atingem o chão com tamanho semelhante a bolas de tênis, ampliando o potencial de danos.

As tempestades de granizo são mais frequentes durante a primavera e o verão, pois a combinação entre calor intenso e alta umidade favorece a formação das nuvens cumulonimbus. Apesar disso, o fenômeno ocorre o ano inteiro.

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Perdão e reconciliação são temas da liturgia deste domingo em Passo Fundo

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Redação Planalto RS 24 Horas

13 de setembro de 2026

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A liturgia do 24º Domingo do Tempo Comum, celebrado neste fim de semana em Passo Fundo, propõe uma reflexão sobre o perdão e a reconciliação. O tema dá continuidade ao processo reflexivo iniciado no domingo anterior, que abordou o compromisso com o próximo e o caráter comunitário da fé.

Neste domingo, a discussão avança para o compromisso com o perdão. A primeira leitura, extraída do Livro do Eclesiástico, assinala a necessidade de superar o rancor e o ódio nos relacionamentos humanos, dando lugar ao perdão.

No Evangelho de Mateus, Pedro questiona Jesus sobre quantas vezes deveria perdoar. Ele mesmo responde segundo os preceitos da época, e Jesus amplia a possibilidade de perdão ao infinito. A passagem bíblica afirma: “não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.

A resposta de Jesus indica que não existem limites para o perdão. Ele está no caminho dos relacionamentos humanos como uma necessidade constante em vista do crescimento do amor e da fraternidade.

Jesus ilumina a resposta com a parábola de um homem que foi perdoado por uma grande dívida, mas não soube perdoar uma pequena dívida. A referência para a atitude de perdoar é Deus, que é perdão e misericórdia, e que espera dos filhos e filhas a mesma postura.

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Arcebispo de Passo Fundo reflete sobre o perdão em artigo dominical

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Redação Planalto RS 24 Horas

13 de setembro de 2026

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O arcebispo de Passo Fundo, Dom Rodolfo Luís Weber, publicou neste domingo (13) um artigo no qual reflete sobre o tema do perdão na convivência humana. O texto parte da pergunta de Pedro a Jesus sobre quantas vezes se deve perdoar o irmão que peca.

Na reflexão, o arcebispo apresenta a resposta de Jesus, que propõe ir além do limite humano de sete vezes, conduzindo ao modo de pensar e agir do Reino de Deus. A parábola das dívidas é utilizada para ilustrar a relação entre o perdão divino e o perdão entre os homens.

Dom Rodolfo destaca que a origem do pecado está nas decisões erradas de cada pessoa, com consequências para si, para o próximo, para a natureza e para Deus. Diante disso, questiona como se relacionar com quem erra e como resolver o que foi feito de errado.

O arcebispo cita passagens bíblicas do Eclesiástico, do Salmo 102, da Carta aos Romanos e do Evangelho de Mateus para fundamentar a reflexão. Segundo ele, a sugestão de Pedro de perdoar sete vezes coloca um limite razoável considerando a condição humana.

Na interpretação do texto, a resposta de Jesus leva Pedro ao Reino de Deus, ou seja, ao modo divino de pensar e agir em relação aos devedores. A parábola das dívidas é apresentada como recurso para facilitar a compreensão da medida do perdão.

A primeira cena da parábola, conforme o artigo, reflete a relação de Deus Pai com os homens. A dívida humana com Deus é descrita como uma enorme fortuna, impossível de ser restituída, pois tudo o que se tem e se é vem de Deus.

Dom Rodolfo cita São Paulo na Carta aos Romanos para afirmar que vivos ou mortos pertencemos ao Senhor. Entre os bens recebidos gratuitamente, lista a natureza, a vida, a inteligência, a liberdade, o sol, a chuva, o ar, a Palavra de Deus, o perdão e a morte salvadora de Jesus na cruz.

O arcebispo afirma que, para viver, é necessário passar da lógica da dívida para a lógica do amor gratuito. Na parábola, o devedor pede prazo, mas recebe o perdão da dívida, demonstrando que Deus quer uma relação de filhos, não de devedores.

A segunda cena da parábola descreve a relação entre dois companheiros de trabalho, ou seja, entre humanos. A dívida em questão é de apenas cem moedas, mas aquele que havia sido perdoado cobra o companheiro de forma violenta.

Sob a ótica da justiça, conforme o texto, não há erro em cobrar dívidas assumidas. O pecado maior, segundo o arcebispo, foi não tratar o irmão devedor com misericórdia e compaixão.

O ápice da parábola é a exortação final dirigida a todos: aquele que foi perdoado de toda a dívida porque suplicou deve também ter compaixão do companheiro. Dom Rodolfo encerra a reflexão convidando os fiéis a perdoar cada dia.

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