Tapejara recebe, nesta quinta e sexta-feira, o XVII Fórum Gaúcho de Arborização, no Centro Cultural José Maria Vigo da Silveira. O evento reúne profissionais de meio ambiente, engenharia, arquitetura e gestão pública de diferentes regiões do estado para debater o impacto da cobertura vegetal na qualidade de vida urbana.
A abertura oficial ocorreu na manhã desta quinta-feira, integrando a programação dos 71 anos de emancipação político-administrativa do município. Com o tema “Arborização Urbana como promotora da saúde coletiva”, o encontro aborda planejamento urbano, biodiversidade, educação ambiental, legislação e manejo de árvores.
O evento é promovido pelo Fórum Gaúcho de Arborização, ligado à Regional Sul da Sociedade Brasileira de Arborização Urbana (SBAU), e conta com apoio da Prefeitura de Tapejara, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura e do Departamento de Meio Ambiente. A escolha da cidade como sede ocorre em um momento em que o município investe no diagnóstico e na qualificação de sua infraestrutura verde.
A primeira palestra foi conduzida pelas biólogas do Departamento de Meio Ambiente, Cristiane Tiepo e Vitória Ananda Cubas Castro, que apresentaram o panorama histórico da arborização local. Elas destacaram a inserção de Tapejara no bioma Mata Atlântica, a presença da Floresta Ombrófila Mista e a relação do município com as araucárias, espécie representada no brasão oficial.
Durante a palestra, também foi lembrado o Pinheiro Torto, exemplar com mais de 400 anos que se tornou referência na paisagem da região. A programação desta quinta-feira inclui ainda debates sobre geoprocessamento aplicado ao planejamento da cobertura arbórea, governança colaborativa para municípios sustentáveis e qualificação ambiental de espaços educativos, com participação da arquiteta e urbanista América Alfonsin de Azevedo e dos biólogos Alessandro Zabotto e André Ganzarolli Martins.
Na sexta-feira, a engenheira agrônoma Susete Teston aborda a elaboração de laudos técnicos e o diagnóstico da cobertura vegetal. As atividades seguem durante todo o dia no Centro Cultural, com espaço para troca de experiências entre municípios e instituições do Rio Grande do Sul e de outros estados.