O ano de 2027 será dedicado às celebrações dos centenários de Vítor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, e de João Carlos D’Ávila Paixão Côrtes. O decreto que oficializa as homenagens foi assinado pelo governador Eduardo Leite no Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre, com a presença do secretário estadual da Cultura, André Kryszczun.
A iniciativa busca reconhecer a contribuição dos dois gaúchos para a música regional, o tradicionalismo e a preservação da cultura do Rio Grande do Sul. A programação prevista inclui exposições, apresentações musicais, exibições audiovisuais, conteúdos digitais e atividades de educação patrimonial, com participação de instituições públicas e privadas, entidades culturais e pesquisadores.
Nascido em 1927 no distrito de Rolante, então pertencente a Santo Antônio da Patrulha, Teixeirinha foi cantor, compositor, radialista e cineasta. Conhecido como “Rei do Disco” pelo volume de vendas, lançou mais de 50 álbuns, o primeiro em 1960, com temas ligados aos costumes e à cultura do Rio Grande do Sul.
No cinema, escreveu o roteiro de Coração de Luto, atuou em Motorista sem Limites e produziu dez filmes por meio da Teixeirinha Produções Artísticas. Também apresentou o programa Teixeirinha Amanhece Cantando, nas rádios Farroupilha e Gaúcha. Em 1961, conheceu a acordeonista Mary Terezinha, com quem trabalhou por 22 anos. Teixeirinha morreu em 1985, aos 58 anos.
Já Paixão Côrtes, também nascido em 1927, foi pesquisador, folclorista e um dos organizadores do Movimento Tradicionalista Gaúcho. Nas décadas de 1940 e 1950, ao lado de Barbosa Lessa e outros tradicionalistas, participou da criação da Chama Crioula, do Desfile dos Cavalarianos e da Ronda Crioula, que deu origem à Semana Farroupilha.
Paixão Côrtes também esteve entre os fundadores do 35 CTG, primeiro Centro de Tradições Gaúchas, criado em 1948. Em 1954, serviu de modelo para a escultura do Laçador, produzida pelo artista Antônio Caringi e que se tornou um dos símbolos de Porto Alegre.