A trajetória de Camila da Rosa Schenkel e de sua antiga professora, Viviane Chaves, se cruzou novamente na Escola Municipal de Ensino Fundamental Dr Piero Sassi, no Bairro Conceição, em Carazinho. Hoje, Viviane é diretora da instituição e Camila atua como orientadora.
A história, que começou dentro de uma sala de aula há alguns anos, ganhou novo capítulo na mesma escola onde Camila estudou na infância. As duas trabalham juntas e compartilham os desafios da educação no município.
A relação entre as duas educadoras se estende por décadas e atravessa diferentes gerações de alunos da rede municipal. A escola Dr Piero Sassi, localizada no Bairro Conceição, mantém vínculo com a trajetória de ambas: Camila cresceu frequentando os corredores da instituição, onde sua mãe, também professora, lecionava. Viviane assumiu a direção da escola no ano passado, após 31 anos de atuação na educação.
Camila, de 38 anos, atua há 15 anos em sala de aula. Ao recordar o tempo em que foi aluna de Viviane, lembra com carinho da relação que mantinha com a professora.
“Eu era a tagarela da sala de aula. Então eu ficava sempre na frente da professora para eu ficar quieta. Mas eu me sentava de joelho, porque era pequena, era menorzinha, e eu ficava conversando com ela”, conta.
A admiração pela professora contribuiu para que Camila escolhesse seguir a mesma profissão. “Também teve influência. Bastante, porque eu a adorava. Eu a achava maravilhosa. Eu era encantada nela. Era fã”, recorda.
Além de Viviane, outra grande influência foi a mãe de Camila, que também é professora. Desde pequena, ela conviveu com o ambiente escolar. “Eu não conheço outro mundo fora da sala de aula. A minha mãe é profe, então eu cresci brincando nos corredores das escolas, inclusive nessa”, relata.
Viviane possui 31 anos de experiência na educação e assumiu a direção da escola no ano passado. Ao falar sobre sua trajetória, destaca que sempre procurou manter uma relação próxima com os estudantes.
“Eu percebo que o que mais marca é que quando a gente acolhe, quando a gente trata, a gente é diferente, sabe? Eles conseguem se aproximar da gente”, constata.
Ao recordar Camila como aluna, Viviane guarda lembranças de uma menina muito querida. Sobre a possibilidade de ter influenciado a escolha profissional da ex-aluna, acredita que os professores deixam ensinamentos que acompanham as crianças ao longo da vida.
“Eu acredito que a gente vai semeando. É uma alegria ver uma ex-aluna trabalhando comigo, aprendendo e fazendo as coisas de maneira diferente. A gente se sente realizado”, orgulha-se.
Questionadas sobre como gostariam que os professores fossem vistos pela sociedade, as duas educadoras refletiram sobre a valorização da profissão. Camila destacou a importância do respeito, da responsabilidade e do reconhecimento do trabalho dos profissionais de modo geral.
Para ela, a valorização precisa fazer parte da maneira como a sociedade enxerga aqueles que desempenham suas funções diariamente. Viviane sublinhou a importância de os próprios alunos reconhecerem o valor de ser professor.