A eleição de 2026 no Rio Grande do Sul confirmou o fim da representação do PT na bancada de senadores do estado após 24 anos. Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) foram eleitos e assumem as cadeiras ocupadas por Luis Carlos Heinze (PP) e Paulo Paim (PT) a partir de 2027.
Os dois novos senadores se juntam a Hamilton Mourão (Republicanos), eleito em 2022 e que permanece no cargo até 2030. A bancada gaúcha passa a ser composta exclusivamente por parlamentares de partidos de direita.
Paulo Paim foi o único petista a representar o Rio Grande do Sul no Senado desde a redemocratização, ao lado de Pedro Simon. Eleito pela primeira vez em 2002, Paim foi reeleito em 2010 e 2018, acumulando três mandatos consecutivos. A votação expressiva de Sanderson e van Hattem reflete a aposta em uma campanha conjunta, que resultou em índices de votação praticamente idênticos para ambos.
Sanderson obteve 30,11% dos votos, totalizando 3.453.316 eleitores. Marcel van Hattem alcançou 30,08%, com 3.449.053 votos. Ambos estreiam no Senado.
Van Hattem é deputado federal e iniciou a carreira política em 2004, aos 18 anos, como vereador em Dois Irmãos. Foi deputado estadual entre 2015 e 2018 e, no mesmo ano, elegeu-se deputado federal com a maior votação do estado. Em 2022, foi reeleito.
Sanderson ingressou na política em 2018, quando se elegeu deputado federal pela primeira vez. Foi reeleito em 2022 e, agora, assume o primeiro mandato no Senado.
Os candidatos derrotados também se manifestaram. Pimenta (PT) comemorou os 1.870.301 votos e afirmou que o resultado “mostrou a força do nosso campo político diante do avanço da extrema direita”. Manuela D’Ávila (PSOL) declarou que os próximos 25 dias serão de mobilização para a eleição presidencial.
O senador Paulo Paim não se pronunciou oficialmente sobre o resultado.