O empresário, produtor rural e ex-prefeito de Tapera, Ireneu Orth, volta a ocupar a primeira suplência do Senado Federal. Ele integrará a chapa de Ubiratan Sanderson (PL), eleito senador nas eleições de domingo (4) com 3.453.316 votos.
A situação repete o cenário de 2018, quando Orth foi primeiro suplente de Luiz Carlos Heinze (Progressistas). Segundo ele, a nova candidatura surgiu de forma inesperada, após convite de lideranças partidárias no fim do prazo para registro.
A trajetória política de Orth é marcada pela articulação de recursos para municípios e entidades da região. Durante quase oito anos como suplente de Heinze, ele atuou diretamente na busca por investimentos e chegou a assumir temporariamente uma cadeira no Senado em 2024. A nova função amplia a representação política do Norte do Estado em Brasília.
Em entrevista, Orth afirmou que a intenção inicial era deixar a vida política ao término do atual mandato. “Uma coisa que nem eu esperava”, resumiu. Após aceitar o convite, passou a participar ativamente da campanha de Sanderson.
O novo suplente destacou a atuação que teve nos últimos anos e a expectativa de manter o trabalho durante o novo mandato. “Nesses quase oito anos que eu já estou suplente, eu tenho ajudado muito a região”, declarou. Para ele, a possibilidade de voltar ao cargo representa satisfação pessoal e orgulho.
A equipe de Sanderson já iniciou reuniões para definir os primeiros encaminhamentos do futuro mandato. Entre as pautas mencionadas estão questões relacionadas às dívidas dos estados, mudanças na estrutura do Poder Judiciário e temas de interesse do Rio Grande do Sul.
Orth também avaliou o resultado eleitoral e destacou o crescimento de candidaturas identificadas com a direita no Estado e no país. Na avaliação dele, o resultado demonstra uma mudança no comportamento do eleitorado e maior força das siglas desse campo político.
Sobre a possibilidade de assumir novamente uma cadeira no Senado, Orth disse estar preparado caso Sanderson precise se afastar. “O suplente tem que estar pronto, é que nem jogador de futebol que está sentado no banco dos reservas”, comparou.
Filiado ao Progressistas desde 1982, Orth afirmou que não pretende mudar de partido. Segundo ele, apesar das diferenças entre as siglas que compõem o campo político de direita, existem pontos de convergência que permitem a atuação conjunta. “Aquilo que nos une é infinitamente maior do que aquilo que são divergências”, declarou.