O furacão Polo atingiu a categoria 5, a máxima da escala Saffir-Simpson, em três ocasiões distintas ao longo de seu ciclo de vida. O sistema atua no Pacífico Leste, ao largo da costa do México, e registrou ventos máximos sustentados de 290 km/h.
Segundo o meteorologista Colin McCarthy, Polo é o único caso documentado no Pacífico Leste de um furacão que alcançou a categoria 5 três vezes. O fenômeno é descrito por especialistas em meteorologia tropical como um comportamento extraordinariamente raro.
A terceira explosão de intensidade elevou novamente os ventos máximos sustentados a 290 km/h. O ciclone já havia alcançado esse patamar antes, separado por uma fase de enfraquecimento e reorganização.
Durante o novo fortalecimento, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) observou um olho bem definido e um anel espesso de convecção profunda. As temperaturas nos topos das nuvens chegaram a -80°C a -85°C, enquanto o centro apresentava valores muito mais altos, típicos de um olho extremamente organizado.
Imagens de satélite mostraram grandes arcos de convecção e ondas gravitacionais envolvendo o olho. A simetria do sistema evocou comparações com furacões extremos do Pacífico Leste, como Patricia, em 2015.
Outro dado relevante foi a velocidade de intensificação. Polo passou de depressão tropical a categoria 5 em cerca de 42 horas, caracterizando um processo de intensificação excepcionalmente rápida.