A defesa de Alexandre Mendes, auxiliar técnico do Grêmio, protocolou pedido de revogação da prisão preventiva e aguarda decisão da Justiça. O advogado Tapir Rocha nega que o profissional tenha descumprido medida protetiva concedida à ex-companheira.
Mendes foi preso preventivamente na quinta-feira, na chegada da delegação do Grêmio a Porto Alegre, após o empate em 1 a 1 com o Remo, em Belém. Após audiência de custódia, foi encaminhado a uma penitenciária em Canoas, na Região Metropolitana.
O caso envolve a mesma mulher com quem Mendes conviveu por seis anos. Em julho do ano passado, ele tornou-se réu por violência psicológica, processo que ainda está em fase de instrução criminal e sem sentença proferida. A primeira audiência ocorreu em agosto, com participação por videoconferência. O Grêmio afirmou, por meio de nota, que acompanha os desdobramentos do caso e monitora a apuração dos fatos pelas autoridades competentes.
De acordo com a investigação, a violação da medida protetiva teria ocorrido durante a Expointer, feira do agronegócio realizada em Esteio, entre 29 de agosto e 6 de setembro deste ano. O assistente esteve no mesmo local que a ex-companheira, embora não tenha feito contato direto com ela, segundo informações preliminares. A medida protetiva está em vigor desde 5 de março de 2026.
A defesa sustenta que não houve descumprimento da determinação. O advogado afirma que Mendes compareceu ao evento público sem conhecimento de que a suposta vítima estaria presente e que não houve contato físico ou eletrônico entre ambos.
Rocha declara que as declarações da suposta vítima contradizem qualquer violação de medida protetiva de aproximação inferior a 250 metros. Segundo o advogado, Mendes e a ex-companheira estiveram no Parque da Expointer em momentos diferentes. A defesa solicitou as imagens do circuito de monitoramento do local e a quebra de sigilo telefônico das duas partes.