O júri do caso Paula Perin Portes começou por volta das 11h desta terça-feira (20), em Soledade, e pode se estender até sexta-feira (23). A jovem de 18 anos foi morta em junho de 2020, e seu corpo permaneceu desaparecido por dois meses até ser localizado em uma área rural.
Quatro acusados respondem por homicídio qualificado por asfixia, dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento envolve 18 testemunhas de acusação e defesa. Um dos réus também responde por ocultação de cadáver.
Segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), a motivação do crime teria sido vingança. Paula foi morta após presenciar uma agressão contra uma amiga e passou a ser vista como ameaça por poder revelar informações envolvendo um dos réus.
Os réus Gesriel da Cunha Wedy, Dionatan Portella da Silva, Micael Willian Rossi Ortiz e João Albino Abegg dos Santos são julgados pelos crimes de homicídio qualificado. Dionatan também responde pelo crime de ocultação de cadáver.
A defesa de João Albino Abegg dos Santos afirmou que o réu sustenta inocência e nega participação no homicídio. Segundo os advogados, não existem provas que demonstrem seu envolvimento, e a defesa buscará apontar inconsistências nos elementos apresentados pela acusação. João responde ao processo em liberdade.
A defesa de Dionatan Portella da Silva declarou aguardar com confiança uma decisão absolutória do Conselho de Sentença, com base nas provas já trazidas ao processo e que deverão ser apresentadas em plenário.