As precipitações ocorridas desde segunda-feira (27) causaram alagamentos, deslizamentos, destelhamentos e quedas de árvores e postes em 128 municípios, segundo a Defesa Civil estadual. Mais de mil pessoas precisaram deixar suas residências; seis feridos foram registrados até a última atualização.
A Defesa Civil Nacional reconheceu situação de emergência em São Sebastião do Caí e Feliz; pedidos de reconhecimento de Marques de Souza e Palmitinho seguem em análise. O balanço estadual aponta 779 desabrigados — que dependem de acolhimento público — e 297 desalojados, que buscaram abrigo por meios próprios ou com familiares.
Entre os municípios com maior número de pessoas fora de casa estão Parobé (50 desalojados), Quevedos (49), Não-Me-Toque e Lindolfo Collor (30 cada), e Jaguari e Cachoeira do Sul (24 cada). Em Não-Me-Toque a Defesa Civil registrou cerca de 200 residências atingidas e 30 pessoas desalojadas.
Relatórios apontam danos expressivos em moradias: em Osório foram contabilizadas 350 residências parcialmente danificadas; em Santo Antônio das Missões cerca de 400 casas sofreram estragos provocados pelo temporal. Prédios públicos tiveram infraestrutura afetada em diversas localidades.
A região noroeste também sofreu com um tornado na terça-feira (28). Em Senador Salgado Filho uma casa ficou destruída e 15 foram danificadas, impactando 60 pessoas; em Sete de Setembro houve colapso da estrutura do parque de máquinas da prefeitura e 15 residências foram atingidas; em Giruá três residências sofreram danos.
As chuvas provocaram bloqueios de rodovias, pontes e estradas municipais. Em Agudo acessos ao interior ficaram interrompidos pela cheia de rios. Em Jaquirana, estradas rurais e trechos da RS-110 foram afetados por quedas de barreiras, contribuindo para o isolamento de comunidades.
Fornecimento de energia sofreu interrupções em pontos atingidos pelas quedas de árvores e postes. A Defesa Civil registra também destelhamentos e prejuízos em estruturas viárias que dificultam o deslocamento das equipes de resposta.
Pedidos de reconhecimento de situação de emergência de Marques de Souza e Palmitinho continuam em análise pela Defesa Civil Nacional. As autoridades mantêm levantamentos locais para atualização dos números e priorização das ações de assistência.
Fonte: Globo G1 Rio Grande do Sul