A derrota do Bagé por 2 a 0 para o Glória, na tarde de domingo, terminou com uma invasão ao vestiário do estádio Pedra Moura. Cerca de 25 integrantes de uma torcida organizada do clube entraram no local e agrediram jogadores com socos, chutes, um bebedouro e uma cadeira.
Os atletas Yander Barbosa e Júlio Rusch relataram as agressões e registraram Boletim de Ocorrência na 2ª Delegacia de Polícia de Bagé nesta segunda-feira. A dupla também realizará exame de corpo de delito ao longo do dia.
O defensor Yander Barbosa descreveu o momento da invasão. “Estávamos no vestiário tomando banho quando invadiram. Tentamos trancar a porta, mas não durou 10 segundos. Nos agrediram com socos e arremessaram coisas”, afirmou.
O meia Júlio Rusch relatou que ficou tonto após ser atingido e destacou a falta de segurança. “O banheiro é pequeno e invadiram. Não consegui reagir porque o cara que me deu o soco me deixou tonto. Fico revoltado por não ter segurança. Podia ocorrer algo pior”, desabafou.
Os jogadores cobram medidas efetivas da direção para impedir novas invasões. Alguns atletas ameaçam deixar o clube caso não haja garantias de proteção. “Não queremos largar o clube. Se formos embora, o clube toma WO e fecha por dois anos. Mas não temos segurança alguma”, declarou Yander.
Júlio Rusch afirmou que vai avaliar a situação antes de tomar uma decisão. “Vou pensar, falar com minha esposa e ver o que é melhor. E se perdermos de novo em casa terá outra coisa?”, questionou.
O Bagé, a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) e o Sindicato dos Atletas Profissionais do Rio Grande do Sul (Siapergs) divulgaram notas de repúdio e cobraram a apuração dos fatos.