A Justiça concluiu que Gisele Beatriz Dias, de 44 anos, tem condições mentais de responder criminalmente pela morte das filhas gêmeas Manuela e Antônia Pereira, ocorridas em outubro de 2024 em Igrejinha. O laudo psiquiátrico judicial foi juntado ao processo no dia 1º de outubro.
Com o resultado do exame, o processo criminal, que estava suspenso a pedido da defesa, deve ser retomado. A ré segue presa e o caso caminha para julgamento pelo Tribunal do Júri de Igrejinha.
A psiquiatra designada pelo Departamento de Perícias Judiciais do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul concluiu que não foram identificados elementos técnico-psiquiátricos capazes de demonstrar que, à época dos fatos, eventual transtorno mental tivesse abolido ou reduzido significativamente a capacidade da ré de compreender o caráter ilícito de suas condutas.
O documento registra histórico de transtorno depressivo e abuso de medicamentos. Com a conclusão do exame, está aberto o prazo para que o Ministério Público e a defesa se manifestem sobre o laudo. A decisão final cabe ao juiz.
Se a imputabilidade for reconhecida, o processo criminal será retomado e, na sequência, será preparado o julgamento pelo Tribunal do Júri de Igrejinha. Exames não identificaram veneno nos restos mortais e a causa das mortes não foi determinada por perícia.