Oito candidatos ao Senado Federal pelo Rio Grande do Sul participaram de um debate promovido pela TV Pampa na noite desta quinta-feira (20), em Gramado. O encontro, que durou 1h30, abordou temas como violência contra as mulheres, reformas tributária e administrativa, programas sociais, infraestrutura e corrupção.
Estiveram presentes Frederico Antunes (PSD), Germano Rigotto (MDB), Manuela d’Ávila (PSOL), Marcel Van Hattem (Novo), Milton Cardoso (PSDB), Paulo Pimenta (PT), Renato Jaguarão (Cidadania) e Ubiratan Sanderson (PL). Nas eleições de 2026, duas cadeiras do Senado são renovadas em cada estado, permitindo que cada eleitor vote duas vezes para o cargo.
O debate foi dividido em quatro blocos, sendo o primeiro destinado às apresentações dos candidatos. Nos dois blocos seguintes, os políticos puderam formular questionamentos entre si em tema livre, enquanto o último foi reservado para as considerações finais. Durante as discussões, houve um direito de resposta concedido a Milton Cardoso (PSDB), que chamou Paulo Pimenta (PT) de “cara de pau”.
O deputado estadual Frederico Antunes (PSD), líder do governo Eduardo Leite na Assembleia Legislativa, abordou os gargalos logísticos do estado. “Para fazermos qualquer avanço em investimentos em áreas estratégicas, para melhorar a logística em qualquer lugar do mundo, precisa ter o equilíbrio fiscal. Esse desarranjo fiscal que existe hoje em nível nacional impede a possibilidade do cumprimento de promessas, de compromissos”, afirmou.
Antunes citou especificamente a BR-290, que liga o Brasil ao Cone Sul da América. “Temos um dos maiores comércios em relação internacional do Brasil. Também traz o maior número de turistas terrestres para o país. E nós não estamos vendo obras andarem na BR-290, fazendo com que o estado como um todo trave”, completou.
O ex-governador Germano Rigotto (MDB) falou sobre a reforma tributária e a reforma administrativa, temas que tratou no Congresso Nacional como deputado federal. “A Reforma Tributária não é a reforma que eu trabalhei tanto. Andei pelos 26 estados da federação, conversando com todos os setores. Não sei quantos no Congresso Nacional, talvez muitos tenham viajado a passeio. Eu viajei a trabalho e sei o que representa avançar na direção de um sistema tributário diferente desse que nós temos”, declarou.
Rigotto reconheceu que a proposta aprovada no Congresso Nacional não atende às expectativas de racionalização e simplificação, mas acredita que ajustes durante o período de transição podem resultar em um sistema tributário mais eficiente. Os demais candidatos também apresentaram suas posições sobre os temas debatidos ao longo da noite.