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Candidata impedida de tomar posse no IFRS de Veranópolis recorre à Justiça

Manoella Treis foi aprovada em vaga PcD para professora no campus de Veranópolis, mas junta médica do IFRS a considerou inapta por falta de estrutura de saúde na cidade. Ela entrou com ação na Justiça para garantir a posse.
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Redação Planalto RS 24 Horas

12 de setembro de 2026

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A candidata Manoella Treis, 29 anos, foi impedida de assumir o cargo de professora no Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), campus de Veranópolis, após a junta médica do órgão concluir que a cidade não possui estrutura de saúde adequada para o tratamento contínuo de que ela necessita. A decisão foi baseada no conceito de “incompatibilidade geográfica”.

Manoella foi aprovada no concurso para a disciplina de Administração, nas vagas reservadas a pessoas com deficiência (PcD). Ela possui diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA), endometriose e uma doença autoimune, realizando aplicação de medicação injetável três vezes ao mês.

O caso gerou debate sobre os critérios utilizados em perícias médicas para ingresso no serviço público federal. A decisão da junta do IFRS contraria o laudo apresentado pela própria candidata e a posição do hospital local, que afirma ter condições de aplicar a medicação. O impasse entre a necessidade de tratamento e a lotação escolhida pela candidata levou o caso à Justiça Federal, onde Manoella busca reverter a inaptidão e garantir sua nomeação.

Doutora em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aos 24 anos, Manoella afirma que seu objetivo sempre foi a carreira acadêmica. Ao ser convocada este ano, recebeu duas opções de lotação, Veranópolis e Erechim, e optou pelo campus da Serra Gaúcha.

Durante o processo de admissão, ela apresentou documentos que comprovavam sua condição de pessoa com deficiência e informações sobre os demais problemas de saúde. Segundo o IFRS, a junta médica solicitou documentos complementares e, com base nos pareceres apresentados pela própria candidata, concluiu que haveria incompatibilidade entre suas necessidades de tratamento e a infraestrutura disponível na cidade escolhida.

Em nota, o IFRS declarou que “a conclusão foi de incompatibilidade de exercício da docência no município escolhido para o exercício da profissão devido à falta de estrutura de saúde”. A junta não apontou impedimentos para que Manoella exercesse a docência, mas entendeu que a cidade não ofereceria o acompanhamento médico necessário.

Manoella contesta a decisão e afirma que está apta para trabalhar, sustentando que o tratamento não compromete suas atividades profissionais. O hospital local de Veranópolis também se manifestou, afirmando ter condições de aplicar a medicação da candidata.

Em 28 de agosto, a defesa de Manoella pediu o bloqueio de outra vaga aberta pelo IFRS em Rolante. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou o pedido de liminar para nomeação imediata e manteve, por ora, a validade do ato administrativo que declarou a candidata inapta.

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PM usa IA para localizar família de criança haitiana perdida em Farroupilha

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Redação Planalto RS 24 Horas

21 de outubro de 2026

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A Brigada Militar localizou, na tarde de sábado (17), a família de um menino haitiano de 9 anos que caminhava sozinho pelas ruas de Farroupilha. A criança não se feriu e foi levada de volta para casa.

Os policiais foram acionados por um morador por meio do telefone 190. Como o menino só fala francês, a equipe utilizou a ferramenta de inteligência artificial ChatGPT para traduzir perguntas por áudio e estabelecer comunicação com a criança.

O soldado Rafael Tondollo e o sargento Jeferson Maurício Espinoza Carrets atenderam a ocorrência. Segundo Tondollo, a criança estava assustada, o que dificultou o início do diálogo. “Precisamos de algum tempo para que ele tivesse confiança em nós e se sentisse seguro para falar”, relatou.

Com o auxílio da ferramenta de IA, os policiais perguntaram em qual escola o menino estudava. Ele informou o local, e a equipe se dirigiu até a instituição com a expectativa de que a residência da família ficasse nas proximidades.

No trajeto, a criança se orientou e passou a indicar o caminho. “Quando chegamos na rua da casa dele, ele abriu a porta da viatura faltando quase uma quadra. Ficou muito feliz ao voltar para casa”, afirmou o soldado.

Os pais não estavam na residência no momento. Um vizinho entrou em contato com o pai, e eles retornaram logo em seguida. De acordo com a Brigada Militar, a família ficou aliviada com o reencontro.

O pai informou aos policiais que estava com a esposa no centro da cidade, fazendo compras em uma fruteira, quando o filho disse que iria ao banheiro. Ao perceberem a ausência do menino, iniciaram as buscas e, sem êxito, seguiram a pé para casa.

Conforme a BM, o ponto onde a criança foi localizada fica a aproximadamente 1,5 km do comércio onde estava com os pais. O menino permaneceu sozinho por cerca de uma hora.

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Urna eletrônica tem intervalo de dois segundos antes de liberar voto em Gramado

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Redação Planalto RS 24 Horas

21 de outubro de 2026

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Eleitores que votarem em Gramado nas próximas eleições precisarão observar um intervalo de dois segundos antes que a urna eletrônica libere o registro do voto. O procedimento é padrão em todos os equipamentos do município e ocorre após a confirmação do último dígito digitado pelo eleitor.

A pausa é uma medida de segurança do sistema eletrônico de votação e não representa falha ou lentidão do aparelho. O tempo vale para todas as seções eleitorais da cidade, independentemente do cargo em disputa.

Após digitar os números do candidato, o eleitor deve aguardar o fim da contagem antes de pressionar a tecla de confirmação. A urna exibe a mensagem de espera e, somente depois do intervalo, libera o registro.

Caso o eleitor tente confirmar antes do prazo, o equipamento não conclui a operação. A orientação é repetir o procedimento com calma e, em caso de dúvida, solicitar apoio ao mesário na seção.

O intervalo de dois segundos é o mesmo em todas as urnas do país e não altera o tempo total de votação. Em Gramado, a recomendação é que os eleitores cheguem com antecedência aos locais de votação para evitar filas nos horários de pico.

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