A defesa de Nicolas Scherer, 35 anos, registrou ocorrência por homofobia na Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância, em Porto Alegre. O caso envolve uma abordagem de policiais militares de folga na noite de 28 de outubro, no bairro Cidade Baixa.
Segundo a defesa, houve falsa atribuição de crime e motivação homofóbica na ação. Os agentes alegaram suspeita de roubo de uma bolsa, mas ficou comprovado na delegacia que o objeto pertencia a Nicolas.
O advogado Mateus Oyarzabal afirmou que as vítimas foram ouvidas pela delegacia especializada e entregaram vídeos gravados por testemunhas, além de registros fotográficos das lesões. Segundo ele, a apuração envolve também os policiais que atenderam a ocorrência.
De acordo com a Brigada Militar, os agentes teriam sido alertados por uma pedestre sobre um suposto roubo de bolsa, e o homem teria corrido ao ser questionado sobre a origem do objeto. Posteriormente, a corporação confirmou que a bolsa pertencia a Nicolas.
O delegado Vinicius Nahan, titular da Delegacia de Combate à Intolerância, explicou que a lesão corporal é considerada crime de baixa gravidade, enquanto a homofobia é crime grave comparado ao racismo. Com isso, o suspeito passa a responder por crime inafiançável, e a investigação segue em unidade especializada. A delegacia também apura constrangimento ilegal, lesão corporal e calúnia.
Nicolas relatou estar afastado de suas atividades profissionais e deverá passar por cirurgia após sofrer fratura no dedão do pé. Segundo ele, a lesão pode ter ocorrido no momento em que foi atingido pela motocicleta durante a abordagem.