O mês de novembro será marcado por chuvas acima da média histórica e episódios recorrentes de temporais no Rio Grande do Sul. O cenário é impulsionado pela atuação do fenômeno El Niño, que começa a ganhar intensidade no território gaúcho.
Em Passo Fundo, a projeção aponta para acumulados de até 300 mm ao longo do mês. O volume representa um aumento de 87,5% em relação à média histórica para novembro, que é de 160 mm, conforme dados do meteorologista Douglas da Silva Lindemann, professor da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).
Os maiores volumes de chuva devem se concentrar nas regiões Norte e Noroeste do Estado, o que coloca Passo Fundo e municípios vizinhos em atenção permanente. A combinação entre solo saturado e precipitação intensa tende a elevar o risco de alagamentos em áreas urbanas e de elevação de nível em rios da bacia regional, exigindo monitoramento das autoridades locais ao longo de todo o período.
A meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, alerta que tempestades severas acompanhadas de ventos fortes e queda de granizo serão recorrentes em todo o território gaúcho. O risco de transbordamento de rios permanece elevado, com atenção especial para o Rio Uruguai, na fronteira com a Argentina. Episódios isolados de enchentes não estão descartados em outras bacias do Estado.
Mesmo com a proximidade do verão, o Rio Grande do Sul registrará dias com marcas térmicas abaixo da normalidade, especialmente nas regiões Oeste e Centro-Sul. O principal pulso de ar frio está previsto para ocorrer entre os dias 7 e 10 de novembro, quando as mínimas devem oscilar entre 12°C e 14°C no Estado.
O avanço dessa massa polar traz, inclusive, o risco de geada tardia nas áreas de maior altitude e em municípios da fronteira com o Uruguai. Apesar dos episódios de frio, a meteorologia ressalta que o mês será, no balanço geral, mais quente do que outubro.