O delegado Marcio Marodin prestou depoimento nesta terça-feira (20) no Tribunal do Júri de Soledade, expondo os pontos centrais da investigação sobre a morte de Paula Perin Portes. Segundo o delegado, foi o pai da jovem quem comunicou o desaparecimento à polícia, e as primeiras diligências identificaram que ela havia saído para encontrar Micael William Rossi Ortiz.
Marodin relatou que Micael confirmou o encontro, mas apresentou uma versão posteriormente confrontada por imagens de câmeras de segurança. A investigação também recebeu informações sobre possíveis locais onde o corpo poderia estar, e em uma dessas áreas os policiais encontraram sinais de terra revolvida.
Ainda conforme o depoimento, os indícios de terra revolvida apontavam que o corpo poderia ter sido enterrado e depois retirado do local. Informações e contradições nos relatos levaram a Polícia Civil a investigar João Albino Abegg dos Santos e Gesriel da Cunha Wedy.
Outro ponto destacado por Marodin foi a mudança de versão de Maicon Mengel de Souza, inicialmente preso e investigado e depois ouvido como testemunha. Segundo o delegado, Maicon afirmou posteriormente que havia sido coagido por Dionatan.
Marodin negou qualquer pressão policial sobre testemunhas e disse não haver motivo para perseguir os réus. Afirmou também que Dionatan e Mikael já haviam sido presos por tráfico de drogas e que os elementos da investigação indicavam ligação de Dionatan com uma facção criminosa que atua em Soledade.
Por fim, o delegado declarou que não foram encontrados elementos suficientes para indiciar Maicon pela morte de Paula. Ao término da sessão, o juiz de Direito José Pedro Guimarães, da Vara Criminal de Soledade, determinou a retomada do julgamento nesta quarta-feira (21), a partir das 10h.