A chegada da primavera tem aumentado a presença de gambás em áreas urbanas de Passo Fundo. O período, marcado pelo início da temporada reprodutiva da espécie, faz com que os animais se desloquem com mais frequência em busca de alimento e abrigo.
Moradores de diferentes bairros relatam avistamentos do marsupial em calçadas, muros e terrenos baldios. A situação exige atenção, mas não deve ser tratada como risco iminente, segundo orientações de órgãos ambientais.
O avanço da urbanização sobre áreas de vegetação nativa e a oferta de alimentos em lixeiras e quintais contribuem para a aproximação dos gambás às residências. O animal, adaptado ao ambiente urbano, encontra abrigo em forros, galpões e árvores próximas às casas. A presença da espécie também está associada ao controle natural de escorpiões e insetos, o que reforça a importância de manejo adequado em vez de eliminação.
A recomendação é que a população não tente capturar ou matar os animais. Ao encontrar um gambá, o morador deve manter distância, evitar contato direto e isolar o local até que o animal se retire por conta própria.
Em casos de animais feridos ou que não consigam sair do imóvel, a orientação é acionar a Patrulha Ambiental da Brigada Militar ou o setor de zoonoses da prefeitura. Esses órgãos são responsáveis pelo resgate e destinação correta da fauna silvestre.
Medidas simples ajudam a reduzir a atração dos gambás às residências. Entre elas estão manter lixeiras fechadas, não deixar ração de animais domésticos exposta e vedar aberturas em telhados e forros.
A prefeitura de Passo Fundo não registrou aumento de incidentes com a espécie até o momento. A orientação é que a comunidade mantenha a calma e siga os protocolos de segurança ao avistar os animais.