O Dia Nacional da Pecuária, celebrado nesta quarta-feira (14), evidencia a relevância da criação de gado para a economia e a identidade cultural de Lagoa Vermelha. A atividade, presente na região há quase quatro séculos, sustenta cadeias produtivas e mantém tradições locais.
Segundo o engenheiro agrônomo e assistente técnico regional da Emater/RS-Ascar, Ilvandro Barreto de Melo, a pecuária gaúcha se consolidou a partir da introdução do gado bovino pelos jesuítas, por volta de 1634. As pastagens naturais dos Campos de Cima da Serra favoreceram a expansão dos rebanhos na região.
Ao longo dos séculos, a atividade passou por transformações. Inicialmente, produtos como couro, chifres e sebo tinham grande importância comercial. Com o tempo, a carne bovina ganhou protagonismo, impulsionando investimentos em melhoramento genético, alimentação dos animais e manejo.
A adoção de boas práticas de produção e os cuidados com o bem-estar animal são fundamentais para aumentar a produtividade dos rebanhos e melhorar a qualidade da carne bovina. A valorização da origem dos produtos também vem conquistando espaço no setor.
Iniciativas como a Indicação Geográfica da Carne do Pampa e o reconhecimento do churrasco de Lagoa Vermelha contribuem para destacar as características regionais e fortalecer a identidade dos produtos gaúchos.
A pesquisa agropecuária e a extensão rural desempenham papel fundamental na modernização da pecuária. Por meio da orientação técnica e da disseminação de novas tecnologias, os produtores podem aprimorar os sistemas de criação e melhorar os resultados produtivos.
Com investimentos em tecnologia, genética, manejo e qualidade da carne, a pecuária de corte segue como uma das atividades relevantes para a economia rural e para a preservação das tradições do povo gaúcho.