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Falsificação de Medicamento

Polícia Civil investiga suspeita de remédio falsificado contra câncer em Nova

Paciente desconfiou da eficácia do remédio importado obtido por decisão judicial e procurou o médico. Perícia vai analisar o material apreendido.
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10 de outubro de 2026

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A Polícia Civil investiga a suspeita de falsificação de um medicamento importado utilizado por um paciente em tratamento oncológico em Nova Esperança do Sul, na Região Central. O caso veio à tona após o homem, que utilizava a medicação havia cerca de 20 dias, desconfiar da eficácia do produto e procurar o médico que o acompanha.

Segundo a investigação, a cartela do remédio apresentava inscrições em chinês que remetiam até mesmo a um doce, o que levantou suspeitas sobre a procedência do material. O medicamento foi obtido por meio de decisão judicial e entregue diretamente na residência do paciente por uma importadora sediada em Itajaí, em Santa Catarina.

A Secretaria Municipal de Saúde de Nova Esperança do Sul informou que não adquiriu o medicamento. O produto faz parte de um novo tratamento contra o câncer e não é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que motivou a busca judicial pelo fornecimento. A importação foi realizada por uma empresa catarinense, e a polícia apura se a importadora participou da irregularidade.

De acordo com o delegado Paulo de Abreu, diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), um dos indícios observados estava na cartela do medicamento. Embora a embalagem não apresentasse irregularidades aparentes, as inscrições em chinês levantaram suspeitas sobre a origem do produto.

O oncologista Vinícius Lorandi, do Hospital São Lucas da PUCRS, analisou fotografias do medicamento divulgadas durante a investigação. Segundo ele, a apresentação do produto chamou atenção por aspectos como a presença de um idioma que aparenta ser chinês, diferenças na identidade visual da embalagem e a forma de acondicionamento do remédio.

O médico também destacou que a medicação em questão costuma ser comercializada em frasco, enquanto as imagens mostravam comprimidos acondicionados em uma embalagem de alumínio. O fabricante informado é um laboratório alemão com atuação no Brasil.

Na quarta-feira (7), agentes apreenderam documentos e eletrônicos na sede da importadora, em Santa Catarina. Os medicamentos recolhidos serão analisados pelo Instituto-Geral de Perícias em Porto Alegre.

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Júri em Passo Fundo condena réu a 38 anos por morte de prefeito de Lajeado Bugre

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Redação Planalto RS 24 Horas

9 de outubro de 2026

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O Tribunal do Júri de Passo Fundo condenou um dos réus acusados de participar do assassinato do prefeito de Lajeado Bugre, Roberto Maciel Santos, a 38 anos de prisão em regime fechado. A sentença foi proferida após dois dias de julgamento, nesta quinta e sexta-feira (08 e 09), no Fórum da cidade.

O outro réu foi absolvido das acusações de homicídio, mas condenado a cinco anos e seis meses de reclusão pelo crime de extorsão. Como já cumpria prisão preventiva, poderá responder em liberdade, conforme a decisão judicial.

O réu condenado pelos homicídios recebeu pena de 38 anos em regime fechado, referente a um homicídio consumado e dois tentados, sendo absolvido da acusação de extorsão. Já o segundo acusado foi absolvido das mortes e condenado exclusivamente pelo crime de extorsão.

O promotor de Justiça Rodrigo Piton afirmou à Rádio Uirapuru que o Ministério Público vai analisar a votação dos jurados e a regularidade da decisão para avaliar a possibilidade de apresentar recursos. Segundo ele, a acusação buscava a condenação dos dois réus pelos três homicídios e também por extorsão.

O advogado criminalista Jader Marques, responsável pela defesa dos acusados, também conversou com a Uirapuru e avaliou o resultado. Ele afirmou que a defesa ficou satisfeita com a absolvição de um dos réus das acusações de homicídio e que pretende recorrer da decisão em relação ao outro acusado.

Conforme o advogado, a defesa vai discutir o caso no Tribunal e considera possível buscar a absolvição completa do réu condenado pelos homicídios.

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3º RPMon celebra 96 anos e tem passagem de comando em Passo Fundo

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Redação Planalto RS 24 Horas

9 de outubro de 2026

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O 3º Regimento de Polícia Montada (3º RPMon) da Brigada Militar realizou, nesta sexta-feira (9), uma solenidade em Passo Fundo para marcar os 96 anos de história da unidade. O evento também oficializou a passagem de comando do Regimento.

Na ocasião, o tenente-coronel PM Marcelo Scapin Rovani transmitiu a função de comandante ao tenente-coronel PM Jeferson Miguel da Silva. A cerimônia reuniu autoridades e integrantes da corporação na sede do 3º RPMon.

Rovani esteve à frente do 3º RPMon desde 28 de novembro de 2023, permanecendo no comando até maio de 2026. Após deixar a unidade, passou a desempenhar nova função junto ao comando regional em Erechim e agora assume o comando do 1º Batalhão Rodoviário da Brigada Militar em Passo Fundo.

Durante sua gestão, o oficial esteve à frente das ações desenvolvidas pelo 3º RPMon em Passo Fundo e na região, com atuação voltada à segurança pública e ao policiamento ostensivo.

O novo comandante, tenente-coronel Jeferson Miguel da Silva, possui trajetória ligada à unidade e ao município. Jeferson atuou como comandante de esquadrão entre 2009 e 2014 e, posteriormente, retornou ao Regimento, onde exerceu a função de subcomandante entre 2022 e 2025.

Antes de retornar ao 3º RPMon, o oficial também esteve no comando de outras unidades da Brigada Militar no Estado, entre elas o 47º BPM, em Uruguaiana, e o 45º BPM, em Santiago. A solenidade desta sexta-feira marcou não apenas a celebração dos 96 anos do 3º RPMon, mas também o início de uma nova etapa sob o comando de um oficial com longa história junto ao Regimento.

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