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Tribunal do Júri

Justiça condena homem a 29 anos por executar casal em Rio Pardo

Jéferson Lucas da Silva Camargo foi condenado a 29 anos de prisão pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Bruna Oliveira de Carvalho e Luis Antônio Ribeiro, crime ocorrido em 2023 no Bairro Jardim Boa Vista.
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Redação Planalto RS 24 Horas

9 de outubro de 2026

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A juíza Laura Marques Lindenbaum, durante sessão do Tribunal do Júri no Fórum de Rio Pardo, condenou Jéferson Lucas da Silva Camargo, de 24 anos, a 29 anos de prisão em regime fechado. A sentença foi proferida na última segunda-feira (5).

O réu foi considerado culpado pelo duplo homicídio triplamente qualificado de Bruna Oliveira de Carvalho, de 27 anos, e Luis Antônio Ribeiro, de 26. O crime ocorreu em 6 de junho de 2023, no Bairro Jardim Boa Vista.

O caso é considerado um dos mais chocantes da década na região de Rio Pardo. O Conselho de Sentença acolheu integralmente as três qualificadoras sustentadas pelo Ministério Público, representado pelo promotor Daniel Cozza Bruno. A decisão judicial encerra uma das etapas do processo, que ainda tem desdobramentos pendentes em relação a outro envolvido no crime.

Segundo a denúncia do Ministério Público, as vítimas foram atraídas para uma emboscada por Charles Linhares de Moraes, conhecido como “Xaxá”. Sob o pretexto de esconder um carro roubado, ele levou o casal até o local onde Jéferson e um segundo comparsa, Rochester Nathanael Santos de Oliveira, aguardavam a bordo de um Hyundai Tucson com placas clonadas.

Câmeras de segurança flagraram o momento em que os executores desembarcaram e dispararam de surpresa contra o casal. O crime foi cometido dentro de um Volkswagen Gol, na frente dos filhos das vítimas — uma menina de 7 anos e um menino de 2 —, que saíram ilesos do banco de trás e hoje estão sob a guarda dos avós.

As qualificadoras acolhidas pelos jurados foram motivo torpe, recurso que dificultou a defesa das vítimas e perigo comum. O crime está diretamente ligado a disputas e desavenças do tráfico de entorpecentes. Os disparos foram efetuados com crianças no interior do veículo, o que configurou o perigo comum.

Conforme o depoimento do delegado Anderson Faturi, Luis Antônio, vulgo “Perneta”, possuía antecedentes e havia trocado recentemente de facção criminosa — migrando do grupo Bala na Cara para Os Manos —, além de acumular dívidas expressivas de drogas na região de Butiá.

Xaxá, que atuou como motorista do grupo, foi assassinado com tiros na nuca poucos dias após o duplo homicídio, em julho de 2023. O segundo executor, Rochester, teve o processo cindido e aguarda o julgamento em liberdade.

O condenado Jéferson, que possui extensa ficha por porte de armas e lesões corporais, retornou sob forte escolta da Polícia Penal para a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ).

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Guarda Municipal remove veículo com R$ 11,8 mil em multas no Boqueirão

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Redação Planalto RS 24 Horas

9 de outubro de 2026

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Agentes da Guarda Municipal de Trânsito removeram, na tarde desta sexta-feira (09), um Volkswagen Gol que circulava na Avenida Brasil, no bairro Boqueirão. Após acompanhamento tático motorizado, a abordagem foi realizada na Rua 10 de Abril.

Em consulta ao sistema informatizado, os agentes constataram que o veículo acumulava exatos R$ 11.884,60 em multas de trânsito vencidas. O automóvel também apresentava diversas restrições administrativas pendentes.

Além dos débitos financeiros, foram identificadas várias irregularidades relacionadas ao veículo e ao condutor. Entre as infrações vencidas, constam registros por avançar o sinal vermelho, excesso de velocidade e condução de veículo sem possuir Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Diante do conjunto de irregularidades, o veículo foi encaminhado ao pátio do Detran. O automóvel permanecerá no local até que todas as pendências sejam regularizadas pelo proprietário.

A fiscalização faz parte das ações de rotina realizadas pelos agentes para verificar as condições de circulação dos veículos e o cumprimento das normas de trânsito.

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Juiz de PE relata xenofobia em Porto Alegre após não conhecer prato típico

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Redação Planalto RS 24 Horas

9 de outubro de 2026

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O juiz Francisco Tojal Dantas Matos, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), afirmou ter sido vítima de xenofobia em Porto Alegre na última terça-feira (6). O caso ocorreu no restaurante de um hotel, antes de ele ministrar uma palestra na Escola da Magistratura sobre violência de gênero.

Natural de Aracaju, Tojal relatou que foi interrompido por um homem em uma mesa vizinha ao perguntar detalhes sobre o prato típico “à la minuta” à atendente. Segundo o magistrado, o homem questionou em tom de deboche de que país ele era, por não conhecer a iguaria.

De acordo com o relato do juiz, ele respondeu ao homem que não teria obrigação de conhecer um prato típico de um estado que não é o seu. Neste momento, teria passado a ser hostilizado com xingamentos e palavrões, além de ser associado a um determinado grupo político.

“Ficou claro pra mim que o incômodo dele não era pela comida, era pelo meu sotaque, pela minha origem. O Sul é terra de gente acolhedora, mas nenhum cidadão brasileiro deve ser hostilizado no seu próprio país por ser de onde é. Eu sou nordestino com muito orgulho. Preconceito é crime e isso não se negocia”, desabafou Tojal.

O magistrado registrou boletim de ocorrência relatando a situação. Ele afirmou que o homem era hóspede do mesmo hotel, mas ainda não foi identificado. Tojal declarou que recebeu apoio de colegas no estado e que já havia visitado o Rio Grande do Sul em outras oportunidades, sem nunca ter experienciado algo parecido.

A palestra do juiz no Curso de Atualização para Magistrados (CAM) da Escola da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) ocorreu na quarta-feira (7) à tarde, após o ocorrido.

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