A Justiça determinou nesta sexta-feira a soltura de Alexandre Mendes, auxiliar técnico do Grêmio. Ele estava preso preventivamente desde quinta-feira na Penitenciária Estadual de Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre.
A decisão foi proferida pelo juízo de Esteio, que acompanhou parecer do Ministério Público. Segundo a defesa, Mendes deve deixar o sistema prisional nas próximas horas.
O caso envolvendo o auxiliar de Renato Portaluppi teve início em agosto de 2024, quando um processo foi aberto no 2º Juizado de Violência Doméstica e Familiar do Foro Central da Comarca de Porto Alegre. Na época, um inquérito da 2ª Delegacia de Polícia Especializada no Atendimento à Mulher concluiu pelo não indiciamento do acusado por falta de elementos suficientes. Posteriormente, o Ministério Público ofereceu denúncia por violência psicológica, aceita pela Justiça em setembro de 2025, e uma nova medida protetiva foi concedida em março deste ano.
A prisão preventiva foi decretada após Mendes comparecer à Expointer, tradicional feira agropecuária realizada em Esteio entre 29 de agosto e 6 de setembro. A ex-companheira também estava no local, o que motivou a acusação de descumprimento de medida protetiva.
Em nota divulgada nas redes sociais, os advogados Andrei Zenkner Schmidt, Bruna Aspar Lima e Tapir Rocha Neto afirmaram que o auxiliar não descumpriu a determinação judicial. A defesa sustenta que não houve contato físico nem eletrônico entre as partes e que não ocorreu aproximação inferior a 250 metros.
Os advogados classificaram a acusação de violação de medida protetiva como falsa. Segundo eles, tanto Alexandre quanto a ex-cônjuge estiveram no Parque de Exposições de Esteio, local público frequentado por milhares de pessoas, sem qualquer intenção de aproximação.
A defesa requereu a quebra do sigilo telefônico dos terminais de ambos para comprovar a localização geográfica na antena de ERB do parque. O objetivo é evidenciar o dia e o horário em que cada um esteve no local.
A nota informa ainda que Alexandre Mendes está à disposição da Justiça sempre que necessário. O auxiliar técnico agora irá concentrar-se no exercício de sua profissão. A ação por violência psicológica continua tramitando e não tem sentença proferida.