O Outubro Rosa reforça em Passo Fundo a importância dos exames de rotina para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama. No Hospital São Vicente de Paulo (HSVP), a campanha é utilizada como marco para que as mulheres coloquem os cuidados com a saúde em dia.
Segundo a médica Patrícia Pacheco, do Centro Onco-Hematológico do HSVP, a recomendação geral é que mulheres a partir dos 40 anos realizem mamografia e, se possível, ultrassonografia das mamas. O período também pode ser aproveitado para outros exames, como o preventivo do colo do útero.
Além dos exames de rotina, a atenção a mudanças no corpo é fundamental. A presença de um caroço, alteração na simetria ou no volume da mama ou qualquer mudança percebida pela mulher deve motivar a busca por avaliação médica. O autoexame não substitui os exames de imagem, mas ajuda a mulher a conhecer o próprio corpo e perceber algo diferente.
Conforme a Dra. Patrícia, quando o tumor é identificado ainda pequeno e restrito à mama, as chances de cura podem chegar a 95%. Nesses casos, muitas vezes a cirurgia é suficiente ou os tratamentos complementares são menos invasivos. Tumores maiores ou com comprometimento dos linfonodos costumam exigir combinação de cirurgia, quimioterapia e radioterapia.
“A nossa ideia, quando falamos em diagnóstico precoce, é identificar alterações apenas no exame, quando ainda não conseguimos nem palpar o tumor de tão pequeno. Quanto menor, melhor. Menor é a cirurgia e, muitas vezes, nem precisamos de todos os tratamentos”, explica a oncologista.
Embora exista uma parcela de tumores relacionada a fatores genéticos, a maioria dos casos de câncer de mama é considerada esporádica, sem ligação direta com a hereditariedade. A ocorrência da doença é multifatorial e também está relacionada ao envelhecimento da população e ao estilo de vida.
A médica recomenda alimentação equilibrada, controle do peso e evitar o consumo de cigarros, bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados. A prática regular de atividade física também tem sido associada a benefícios para pacientes oncológicos, inclusive na redução do risco de recidiva após o tratamento de alguns tipos de câncer.