A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul terá 22 novos ocupantes entre as 55 cadeiras a partir de 2027, uma renovação de 40%. A nova composição apresenta perfil mais à direita, com estreantes e maior presença feminina.
A coligação de sete partidos que elegeu Luciano Zucco (PL) em primeiro turno terá ao menos 27 deputados, cerca de metade dos assentos. O PL formou a maior bancada isolada, com 12 cadeiras.
Guilherme Pasin, deputado mais votado do PP, afirma que a nova composição pode facilitar a aprovação de projetos do governo, inclusive com apoio de parlamentares fora da base. Ele quase dobrou a votação, passando de 56.922 para 99.470 votos.
O professor e economista Claudio Branchieri (PL), de Caxias do Sul, foi reeleito com 123 mil votos, três vezes mais que na eleição anterior. Ele atribui o resultado à busca por posicionamentos claros em economia.
A próxima legislatura terá 16 mulheres entre os 55 deputados, aumento de 45%. Das cinco candidaturas mais votadas, três são femininas: Adri Cherini (PL), com 129.492 votos; Luciana Genro (PSOL), com 127.601; e Comandante Nádia (PL), com 111.341.
Entre as estreantes está Natasha Ferreira (PT), primeira travesti eleita para o Legislativo gaúcho, com 54 mil votos. Natural de Sapiranga e vereadora em Porto Alegre, ela iniciou a carreira política aos 13 anos no movimento estudantil.
Natasha afirma que o mandato representa uma disputa da comunidade LGBT e que sua votação expressiva ocorre em meio a uma onda conservadora. Ela é a mulher mais votada do partido.